O coronel Neuton Bóia assumiu nesta última terça-feira (02) o comando de policiamento da capital em substituição ao coronel Gilmar Batinga. O nome do mais novo comandante foi publicado na segunda-feira (1), no Boletim Geral Ostensivo n° 059.
 
Neuton Bóia, que até então estava na função de comandante de outro grande comando da corporação, no caso o CPAI-II, responsável pelas Unidades que realizam o policiamento na região agreste e do baixo São Francisco,  tem 28 anos de carreira na Polícia Militar e sua formação no curso de oficial ocorreu na Academia  Militar do Paudalho, localizada no estado de Pernambuco, entre os anos de 1986 e 1988.
 
Além do CPAI-II, o coronel Neuton teve a oportunidade de comandar o 6º BPM, sediado em Maragogi, o Batalhão de Polícia Rodoviária e o Batalhão Ambiental. Na condição de oficial subalterno e intermediário, passou por unidades de área e especializadas, a exemplo do 5º BPM e do antigo Choque, atual Bope.
 
Confira abaixo a entrevista concedida à Assessoria de Comunicação da PMAL:

O senhor vem de um grande comando, no caso o CPAI-II, responsável basicamente pelo policiamento da região agreste e baixo São Francisco, nesse sentido, há alguma inovação ou experiência a qual pretende trazer para o CPC?

É necessário fazer um comando participativo, onde haja uma maior integração entre os comandantes de Unidades e SubUnidades com este Comando, seguindo as diretrizes do policiamento ostensivo. Pretendo também incentivar e ampliar a confecção do Termo Circunstanciado de Ocorrência, o qual apresentou grandes resultados nas Unidades do CPAI-II.

Um grande avanço conquistado no comando do coronel Gilmar Batinga foi a atualização das estatísticas e mapeamento das áreas abrangidas pelo CPC. Nesse sentido, o senhor pretende dar continuidade a este avanço?

Com certeza. Atualmente a região metropolitana já está toda mapeada, com os pontos críticos traçados e pré-determinados, inclusive com os horários de maior incidência criminal, além do tipo de delito mais comum por região, por isso vamos utilizar esta ferramenta para melhor direcionar o efetivo proporcionando maior sensação de segurança à população.

Com relação as ações do programa “Brasil mais seguro – Alagoas”, o senhor pretende desenvolver ações específicas de segurança pública no sentido de otimizar o policiamento, não só na periferia da capital alagoana, mas também nos demais municípios que o CPC abrange?

Continuaremos a executar as ações do programa, porém será necessário um enfoque maciço na área de inteligência, de forma integrada com ações da Polícia Civil e Força Nacional, tendo por objetivo dinamizar o emprego do efetivo na ponta de linha, a fim de que ele não seja empregado aleatoriamente no terreno, possibilitar também o estreitamento dos laços com os órgãos que compõem a segurança pública do estado.

Quais são as suas expectativas e metas no comando do CPC?

Primeiramente aumentar a ostensividade nos bairros onde a violência é latente, de acordo com a visão estratégica do CPC, tais como o Jacintinho, Benedito Bentes, Cidade Universitária, Santos Dumond, Clima Bom, Village Campestre, Gama Lins, Vergel do Lago, Vale do Reginaldo, municipios que fazem parte da grande Maceió como Pilar, Rio Largo e Marechal Deodoro, utilizando as OPMs de área, unidades especializadas, com o apoio da demais forças de segurança. Outros pontos que considero fundamentais são: a otimização do emprego do efetivo; a política de valorização dos policiais que estão na atividade operacional; emprego do efetivo administrativo em ações operacionais; manter e apoiar em sua doutrina o policiamento comunitário a ronda cidadã, tendo em vista o modelo de aproximação da PM com a comunidade, e como já citado investir no serviço de inteligência integrado.