O assassinato do bancário Dimas Holanda- vão-se 16 anos do crime, sem julgamento- mostra, também, a capacidade da vítima se tornar algoz. Neste caso, o bancário. A estratégia funcionou bem- atrasou o desfecho da ação, beneficiando a impunidade. E, claro, justificando a atrocidade.

Uma das versões do crime apontava que Dimas havia "assediado sexualmente" a nora do ex-governador Manoel Gomes de Barros. Foi a versão do delegado da época João Domarques, dada à família de Dimas.

Mano e o então tenente-coronel Sarmento teriam sido os executores do crime.

Eis que o então tenente-coronel oferece outra versão. Não ele, mas o policial civil Rufino, o sargento Daniel da Silva e Eufrásio Tenório (o Cutita) tinham matado o bancário. Palavras de Sarmento: esta versão foi dada pelo deputado João Beltrão.

O ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante ratificou: Dimas morreu porque "só vivia dando em cima de Clécia". O João Beltrão "tomou a atitude de matar o rapaz".

Dimas Holanda foi assassinado no dia 3 de abril de 1997, no conjunto Santo Eduardo, em Maceió. Disse Manoel Cavalcante: foram usados três carros- um deles pertencia ao próprio deputado estadual.

Formalmente, João Beltrão é citado no crime mas não é réu na ação.