Com a ida de Manoel Dias (PTD) para o Ministério do Trabalho e Emprego, nasce um convite para que Paulo Roberto dos Santos Pinto – acusado pela Controladoria Geral da União (CGU) de não tomar providências para evitar irregularidades na Superintendência Regional do Trabalho em Alagoas –reassuma a Secretaria Executiva da Pasta.
Na prática, isto significa – conforme bastidores – o retorno do grupo de Carlos Lupi (PDT) na gestão da presidenta Dilma Rousseff (PT). Pesa ainda contra Paulo Roberto Pinto outras acusações, como ter concordado com concorrência para contratação de projeto executivo de implantação de uma estação de trabalho em São Gonçalo (RJ), que gerou um prejuízo de R$ 317 mil, conforme técnicos do Tribunal de Contas da União.
Enfim, quanto à Pinto que ele se defenda. Mas, em relação ao Estado de Alagoas? Bom, conforme o CGU foram constatadas 14 situações de irregularidades, em 2010. Entre elas, utilização indevida de veículos oficiais. Pinto não adotou medidas para corrigir o problema, conforme a CGU, quando o ex-ministro era Carlos Lupi, o presidente do PDT. Pinto foi uma escolha pessoal de Lupi. A gestão era de Heth Cesar.
Assim como as indicações em Alagoas. Na CGU, Pinto - ao se defender – afirma conversou com o ex-superintendente em Alagoas, Heth Cesar e que determinou a instauração de correição. Mas, a Controladoria via como medida correta o afastamento de vez de Heth Cesar, o que não ocorreu. Este só deixou o cargo, em 2012.
É aí que o nome de Heth Cesar entra. Com o retorno deste grupo, começou a circular a informação do retorno do ex-superintendente para a Superintendência em Alagoas, o que já provocou reação dos auditores fiscais sindicalizados.
Em nota encaminhada ao ministro Manoel Dias – assinada pela presidente do Sindicato Nacional de Auditores Fiscais do Trabalho, Rosângela Silva Rassy – a escolha do nome é infeliz em função dos problemas enfrentados pela SRTE/AL.
O sindicato lembra ainda de denúncias feitas ao ex-ministro Carlos Lupi nas cartas 06/2010 e 024/2011. Claro que – nos bastidores políticos – há “fogo amigo” do PDT em Alagoas que já aproveita esta situação. Afinal, é um espaço importante que o partido ocupa no Estado e que pode servir de porta para lançar candidaturas em 2014.
