Após ver operações seram anuladas por violação de direitos individuais, a Polícia Federal defende um novo padrão de investigações, que faça menor uso de técnicas invasivas como as escutas telefônicas. A afirmação é do diretor-geral da instituição, Leandro Daiello Coimbra, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo: "grampo só em último caso", declarou Coimbra, que  chefiava a Superintendência Regional da PF em São Paulo em 2008 e 2009, quando foram deflagradas no Estado as operações Satiagraha e Castelo de Areia, operações que, de acordo com a Justiça, abusaram de técnicas invasivas, como escutas telefônicas e quebra de sigilos.

"As críticas foram injustas", analisou Coimbra, que alegou que, na época, os inquéritos com interceptações eram minoria -0,5%. Eele explicou, ainda, que foi dada uma orientação para maior "seletividade" no pedido de prisões, porque um número excessivo de detidos pode tumultuar inquéritos e ações judiciais. Outra nova medida, por maior agilidade, é a de que, se surgirem políticos ou outras pessoas com foro privilegiado nas apurações, as informações sobre eles devem ser separadas logo no início para envio aos tribunais competentes, que abrirão procedimentos investigatórios próprios