O caso da bacharel em direito Marcele Araújo da Silva acusada de lesar seis funcionários públicos se fazendo passar por falsa advogada oferecendo serviços de consultoria e intermediação na venda de precatórios, sem repassar os valores às vítimas levantou o questionamento quanto à segurança dos clientes na hora de contratar um profissional na área do direito.
O presidente em exercício da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional de Alagoas, Ednaldo Maiorano, assinou portaria que foi publicada no Diário Oficial do Estado de Alagoas da quarta-feira (27), para barrar ilegalidades na classe. “O objetivo da medida é o de combater o exercício ilegal da profissão e proteger a sociedade”, afirmou Maiorano.
Ao contratar os serviços de um profissional, a sugestão de Ednaldo é que o cliente faça uma consulta ao Cadastro Nacional de Advogados (CNA). Apenas com o nome do profissional é possível identificar se ele está no exercício regular ou não da profissão. “No CNA é possível identificar também se o profissional possui inscrição em qualquer OAB do país”, reforçou o presidente em exercício da OAB seccional Alagoas.
No caso da bacharel Marcele Araújo, que se passou por profissional, Maiorano comentou que se a OAB receber a queixa “não vão ter nenhum tipo de representação por parte da entidade uma vez que está no exercício ilegal da profissão. Marcele não possui cadastro na OAB. Se chegar a denúncia vamos encaminhar à autoridade policial por exercício ilegal da profissão”, destacou Ednaldo Mariorano.
