Marcele Guedes Araújo, denunciada ontem por um grupo de servidores públicos por um suposto golpe dos precatórios, decidiu se pronunciar sobre o assunto e, em nota enviada ao Cada Minuto, negou ter deixado de repassar dinheiro aos seus clientes. Ela está sendo acusada de prestar serviços de consultoria e intermediação de venda de precatórios e não repassar os valores conseguidos na negociação .
No texto, Marcele diz que precisa saber quem são os seis servidores que procuraram a delegacia para denunciar o suposto esquema e afirma desconhecer a acusação. Citada como advogada pelos servidores, ela esclarece que nunca passou qualquer número de registro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nem tampouco cartão de advogada. “Sempre fui sócia administrativa de minhas empresas. Por essa razão, tinha uma advogada que trabalhava para mim”.
Ela ainda enviou ao CadaMinuto fotos que mostram que os cheques da compra dos precatorio foram sustados. "Um cheque no valor de R$ 414 mil que me passaram como pagamento de uma importação para compra de precatório foi sustado e já sendo investigado pela Polícia Federal".
“Não há dívida junto à servidora que diz que não paguei os precatórios dela. Quem comprou e pagou foi Fernando Paiva, com a presença de Edgerson com os devidos comprovantes em conta bancária da mesma. Porém, essa em especifico não há em que se falar na dívida, e que minha parte foi comissão por ter agenciado a venda dos precatórios”, acrescentou.
Ela afirmou ainda que o escritório era responsável por apresentar às empresas o Incentivo de Alagoas e todas que conseguiram fechar foram protocoladas na SEFAZ. “Estou com o coração chorando hoje, mas amanhã ele vai sorrir. Minha imagem vai ser limpa e muito bem limpa porque vou provar que um mais um são dois. Estou viajando e irei ficar longe desse mundo podre e máfia dos precatórios, que a corda só quebra para o lado mais fraco. Não sou filha de juiz e nem tenho pai da Polícia Federal ou milionário para comprar as pessoas e sair jogando culpa nos outros que a eles cabem, cada um vai pagar por tudo isso”.
O CadaMinuto publica na íntegra a nota encaminhada por Marcele à redação:
“Primeiramente preciso saber quem são esses seis servidores, pois até o momento se falou em duas advogadas, Karinne Almeida e Ariana Santos, que eram minhas sócias apresentadas de fato a vários escritórios e empresas em todo o Brasil, dois funcionários, que desconheço a acusação e meus ex-maridos aos que ajudei muito. Por um último, uma servidora que diz que não paguei aos precatórios dela, que, no entanto, quem comprou e pagou foi outra pessoa com os devidos comprovantes em conta bancária da mesma. Porém, essa em especifico não há em que se falar na dívida, e que minha parte foi comissão por ter agenciado a venda dos precatórios.
Eu sempre fui intermediadora das empresas e em especial da Cosmic (sócio - meu ex marido Edson Gomes da Silva) que tenho contrato assinado por ele para compra de R$ 2 milhões e meio e não foram pagos, tendo os cheques da empresa dele sustados, com muita desonestidade da parte dele em sustá-los. Aguardei a solução e respeitei por ser pai de meus filhos (infelizmente) e jamais colocaria o mesmo no ridículo em respeito a meus filhos e por ter ajudado muito a ele, pois quando o conheci não sabia nem ir ao banco, eu quem ensinei tudo que faz hoje da maneira mais limpa e fiel, pois só apoiando a ele poderia ter alguém apara ajudar financeiramente com meus filhos, pois educação e exemplo sempre estive presente, muito diferente dele.
Para minha surpresa no dia 26 de março do corrente ano a filha de uma cliente Marilene, chamada de Evelin, que está pendente pagamento de precatório me ligou afirmado que o meu ex- marido estaria ligando para alguns servidores pendentes de pagamento, inclusive para ela. Dívida essa por culpa exclusiva da empresa do mesmo "Cosmic", pedindo um documento para ela se aliar a ele para tomar a guardar de meus filhos, pois estou indo trabalhar em outro estado por oportunidade de um trabalho real, e meus filhos me amam e sou uma mãe muito especial e sempre serei a eles.
Vale ressaltar aqui que sua esposa está com maus tratos com meus filhos e a mais velha de 10 anos já falou que não quer mais ir dormir na casa dele qualquer dia, porque a mesma a trata mal. Mas, minhas providencias estão sendo tomadas.
Estou viajando e irei ficar longe desse mundo podre e máfia dos precatórios, que a corda só quebra para o lado mais fraco. Não sou filha de juiz e nem tenho pai da Polícia Federal ou milionário para comprar as pessoas e sair jogando culpa nos outros que a eles cabem, cada um vai pagar por tudo isso.
Nunca passei a ninguém que tinha número de OAB e nem cartão de advogada. Sempre fui sócia administrativa de minhas empresas. Por essa razão tinha uma advogada que trabalhava pra mim e a inveja gera isso. Estou com o coração chorando hoje, mas amanhã ele vai sorrir, minha imagem vai ser limpa e muito bem limpa porque vou provar que um mais um são dois.
Não sei quem passou o procedimento para o chefe de serviço do 2º Distrito. Só tenho a dizer que o procedimento realmente está correndo dito por ele. Nosso trabalho no escritório era apresentar às empresas o Incentivo de Alagoas e todas em unanimidade que conseguimos fechar foram protocolizadas na SEFAZ. Desafio a qualquer empresa apresentar uma que foi dado fechado contrato e não foi dado entrada na Secretaria. Se por alguma razão de documentação não foi finalizado e publicado o regime especial, realmente isso não me compete.
Não existem valores negociados por mim e sim pelas empresas. Repito, era intermediadora e ganhava pela venda finalizada, como todos os outros escritórios aqui em Maceió costumam trabalhar.
A verdade que as minhas ex-sócias Karinne Almeida, Ariana Rogério e Danilo Calado, de fato como nos apresentávamos em todos os estabelecimentos, reuniram cerca de 100 servidores em nosso antigo escritório oferecendo 25% do valor líquido para pagamento dos precatórios deles, que nesse momento estava viajando e não me encontrava no escritório. Agora, eles vêm me difamando e inventando historias ridículas a meu respeito, pois sou ameaça profissional à vida deles, pois todos tem o famoso Q.I (quem indique) e eu tenho competência e ousadia para enfrentar esse ‘mundão’ que Deus oportuniza aos que merecem. E aos que não merecem o diabo inferniza para fazer o mal às pessoas do bem, como estão agindo.
Quanto ao carimbo não ser mais usado no sindicato, realmente não sei do que se trata, pois o meu contador do bairro Farol José Carlos e seus filhos Felipe e Leonardo que sempre prestaram serviços para o escritório há mais de quatro anos, fizeram todo o procedimento da rescisão dos funcionários. Irei apurar o ocorrido que sendo mais uma mentira e armação para mim e os meus antigos funcionários e diretor do sindicato pagarão em processos judiciais pelo fato dito.
A respeito de meu ultimo marido Moises Melo, ele e parte de Maceió, sabem muito bem a traição que ele teve comigo e o processo dele já esta sendo finalizado para ser dada entrada e tentei o poupar querendo sempre paz e tranquilidade, mas chegou minha vez de defesa e não ataque. Farei jus dela.
Diante de meus nomes Marcele Araujo de Melo e Marcele Araujo da Silva, se trata dos meus dois nomes de casadas, um fiquei casada por quase 10 anos ( pai dos meus filhos) e outro fiquei casada 7 meses. Meu nome de solteira é Marcele Guedes Araujo, que ao mesmo estamos falando da mesma pessoa e do mesmo CPF, mas para essas pessoas cruéis e perversas que querem destruir com as pessoas de bem, tudo e valido...
Não fui citada por ninguém. Informalmente o chefe de serviço do 2º DP, ao falar com ele pelo telefone, me convidou para fazer conversamos na delegacia a respeito de uma servidora que teria ido lá. Confirmei informalmente também que iria, pois teria esquecido do meu compromisso com meus filhos. A viagem já está marcada há alguns dias e de repente fui surpreendida com a matéria. Quando for citada irei comparecer a delegacia.
Tenho muitos documentos para mostrar a vocês e com livre publicação sobre a máfia e podridão desses precatórios. Repito, nunca ataquei, mas hoje estou apenas me defendendo."





