O laudo pericial ainda não foi concluído, mas, informações passadas ao delegado Marcos Vinicius da Delegacia de Homicídios, dão conta de que o incêndio que matou o professor universitário Paulo Décio, se deu por conta de uma aceleração prolongada do veículo, afastando assim, a tese de homicídio que vinha sendo levantada e forçou um novo trabalho de análises no carro

O delegado passou a manhã de quinta-feira em reuniões, avaliando este e outros casos, mas, recebeu a informação de peritos que o motivo real da explosão do carro se deu por uma aceleração prolongada, confirmando que o professor dormiu no veículo e provocou o acidente.

A confirmação do resultado preliminar do laudo, muda a idéia de que o professor Paulo Décio poderia ter sido assassinado. Este trabalho de perícia só foi realizado após depoimentos de testemunhas, que afirmaram ver o carro explodindo antes do incêndio que veio a carbonizar o carro e matar o professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

O CASO

Um carro pegou fogo na noite do sábado, dia 09 deste mês, vitimando fatalmente o proprietário, o professor de sociologia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Paulo Décio de Arruda Mello. Ele morreu carbonizado dentro do veículo.

Segundo testemunhas, Paulo teria estacionado em frente a sua residência em Guaxuma e permaneceu sentado no banco da frente, com o carro ligado por algum tempo. Depois disso ninguém viu mais nada até o momento em que o carro já estava pegando fogo.

O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado e deslocou até local, mas ao chegar já encontrou o professor em óbito.

O professor estava prestes a se aposentar da Ufal. Suas últimas aulas seriam ministradas em abril. A morte dele chocou a comunidade acadêmica, já que Paulo era muito querido por alunos e colegas.