Que os prefeitos de Alagoas – em sua grande maioria – vivem com o “pires nas mãos” esperando por “pacotes de bondades” do Governo Federal já não é mais novidade.
Pois bem, neste mês de março – mais uma vez! – uma queda no Fundo de Participação dos Municípios (FPM) surpreendeu os gestores municipais eleitos em 2012.
Há uma “bola de neve” em relação a isto. Os municípios alagoanos vivem no atraso e no marasmo. Alguns viraram capitanias hereditárias com prefeitos que nunca ouviram falar em empreendedorismo.
Consequentemente, a cidade não possui alternativa a não ser os repasses e os convênios. Reside aí toda a atividade econômica no município. Em alguns casos, deste recurso suado é também tirado “ração de cachorro da primeira dama”, “uísque 12 anos”, além de outras regalias já reveladas pela Polícia Federal em operações recentes.
É cobertor curto para atender necessidades lícitas. Avalie as outras. Mas, enfim...os desmandos históricos trouxe Alagoas para o estágio atual e agora, não há outra forma de subsistência. Por isso o “pires nas mãos”.
São municípios com pouca viabilidade econômica. Raras as exceções. Um desafio eterno para a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), que precisa pensar – junto com os prefeitos – em planos de desenvolvimento a longo prazo.
O corte desta vez foi de 14% em cima de mais de R$ 1 bilhão destinado aos municípios brasileiros. Se antes era pires nas mãos, agora será “prato de sopa”. Em recente declaração, o presidente da AMA colocou: “é uma situação que deixa os prefeitos de mãos atadas”.
Beltrão ainda confirma que constantes quedas inviabilizarão os municípios. Hora de pensar em sair do ciclo vicioso também. Não resolve de todo, mas pode ajudar. Há exemplos assim pelo Brasil.
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