As possibilidades de cenários para o ano de 2014 começam a ser desenhadas pelos “caciques” dos partidos políticos para que estes venham a pensar os caminhos a serem tomados nos próximos meses. As ações são trabalhadas com várias possibilidades de composições entre siglas. O que pode mudar os rumos de muita gente tanto nas proporcionais, quanto nas majoritárias.
Pois bem, já existe “cacique” apostando na possibilidade de união entre os senadores Renan Calheiros (PMDB) e Benedito de Lira (PP), formando um grupo para disputar o governo do Estado de Alagoas. Neste, não estaria o nome do atual governador Teotonio Vilela Filho (PSDB).
O cenário desenhado é o seguinte: o vice-governador José Thomaz Nonô (Democratas) disputaria o governo mantendo a aliança com o PSDB. E aí, nesta chapa, Vilela concorreria à cadeira do Senado Federal. O vice de Thomaz Nonô seria indicado pela cooperativa dos usineiros. Um dos nomes pensado é o do deputado federal Alexandre Toledo (PSDB).
A aliança ainda teria o PSB e o PPS. Mantém assim os atuais palacianos unidos, inclusive na busca por fazer três deputados federais, sendo as principais “estrelas” Givaldo Carimbão (PSB) – partindo para a reeleição – e o secretario municipal de Esportes, Pedro Vilela (PSDB). No grupo também se abriria espaço para o PR do deputado federal Maurício Quintella.
Do outro lado estaria o grupo liderado por Renan Calheiros, unindo vários partidos como PMDB, PDT, PCdoB, PT e PP de Benedito de Lira. O leque de partidos seria importante para garantir que este fosse o palanque da presidenta Dilma Rousseff (PT) em Alagoas. Renan Calheiros seria o candidato ao governo do Estado. Benedito de Lira indicaria o vice-governador. O compromisso: pastas de um futuro governo.
E para o Senado Federal? Bem, PDT, PCdoB ou o PT indicariam um nome. Neste cenário montado também estão as cadeiras da Câmara dos Deputados. O PMDB trabalha para fazer três parlamentares: Renan Filho, Max Beltrão e Luciano Barbosa. O PT vem com dois nomes: Paulo Fernando dos Santos, o Paulão e Judson Cabral. Benedito de Lira enxergaria – nesta composição – a eleição de Arthur Lira (PP).
Agora vem a pergunta: e o senador Fernando Collor de Mello (PTB)? Bem, Collor pode ter o PSD do deputado federal João Lyra ao seu lado. Logo, ele que monte a chapa dele para concorrer ao Senado Federal (ou, possibilidade remota!, ao governo do Estado). Collor – segundo fontes – pode até costurar uma aproximação com o ex-prefeito Cícero Almeida (em busca de um partido). É um importante coringa diante das possibilidades que estão sendo desenhadas nas mesas dos partidos.
Por fora, outra siglas se movimentam, como o pequeno PTdoB da insatisfeita Rosinha da Adefal. Por lá, os planos é conseguir arrumar um espaço para consolidar a eleição de Antônio Albuquerque à Câmara Federal.
Como se vê, são muitos os desenhos postos para o ano de 2014. Uma coisa é certa: em todos eles, Renan Calheiros é o nome do jogo.
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