Atualizada às 10h09

Após a morte de uma mulher, supostamente por falta de atendimento médico no ambulatório Denilma Bulhões, o gestor da unidade, Luiz Tenório Amorim, foi exonerado do cargo. O decreto está disponível no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (27). Em seu lugar, quem assume é a servidora Josete Gomes de Souza.

Ao CadaMinuto, Luiz Tenório explicou que partir dele o pedido para deixar o cargo, que ocupava desde novembro do ano passado. Tenório lembrou que quando assumiu a função os médicos já estavam em greve e vivenciava diariamente a falta de profissionais para atuar na unidade. Tenório afirmou que já havia comunicado a decisão ao promotor Sidrack Nascimento que está investigando o caso. 

As mudanças na direção da unidade acontecem após Edlene da Conceição Silva morrer no último dia 2 de março após dar entrada no ambulatório com fortes dores no peito. A família dela acusa os funcionários do Denilma Bulhões de negligência no atendimento.

O promotor Sidrack Nascimento, do Ministério Público Estadual, começou a investigar a situação da unidade de saúde. Luiz Tenório chegou a ser ouvido e confirmou que no dia do atendimento de Edlene não havia médicos de plantão na unidade.

O gestor do ambulatório relatou ainda que haviam duas ambulâncias disponíveis na unidade e que as atendentes de plantão não  fizeram a transferência da paciente.

A enfermeira-chefe da unidade foi ouvida na segunda-feira e ontem  o coordenador médico também foi ouvido. Na próxima semana, o promotor deve convocar outros dois funcionários do ambulatório para encerrar a fase de oitivas da investigação.

Relembre o caso

Edlene da Conceição da Silva deu entrada na unidade Denilma Bulhões na noite do dia 2 de março com fortes dores no peito. Ela não foi atendida na unidade por falta de médico e chegou a ser levada para a unidade IB Gatto Falcão, mas não resistiu e morreu. A família acusa a os atendentes do Denilma Bulhões de negligência no atendimento.