O clima é de tensão - conforme algumas fontes ouvidas por este blog - na intensificação das fiscalizações  da Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (ARSAL) em relação ao transporte complementar. 

As ações serão intensificadas nesta segunda-feira, dia 25, e vão contar com a parceria da Polícia Militar de Alagoas. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, o objetivo é garantir os direitos de 801 transportadores complementares que foram contemplados na licitação do transporte rodoviário intermunicipal de passageiros. 

 

A licitação realizada pela ARSAL vem sendo questionada na Justiça pela Copervan. Nas ações que se iniciam hoje, os fiscais intensificam os trabalhos na região metropolitana do Agreste, onde se dá a maior tensão e riscos, pois é justamente a área onde atuam alguns dos cooperados.

 

De acordo com fontes, já houve desentendimentos entre fiscais e alguns transportadores, o que se agrava diante da briga judicial e do que esta já rendeu. De acordo com a ARSAL, por exemplo, no Agreste os transportadores licitados são suficiente para atender a demanda dos passageiros. Logo, os demais serão irregulares.

 

Para o presidente da ARSAL, Waldo Wanderley, as intensificações são necessárias para que os licitados tenham “o direito legítimo de trabalhar, principalmente nas áreas onde há maior número de clandestinos”. O que abre outro foco de tensão: entre licitados e clandestinos. 

 

Que as ações - apesar do clima que as antecedem - ocorram dentro da normalidade; que o confronto entre ARSAL e transportadores sejam resolvidos onde se deve: na Justiça. Afinal, será um assunto que ainda deve render pano para a manga, só não pode terminar em confrontos mais violentos. Afinal, os fiscais apenas cumprem o trabalho deles e nada mais. 

 

Em todo o Estado, as fiscalizações acontecem em pontos volantes e fixos, no Terminal Rodoviário de Maceió; Pólo (AL 101 Sul); Satuba (BR 316); e Rio Largo (BR 104) e Arapiraca. Para informações, reclamações ou sugestões, os usuários do transporte intermunicipal podem ligar gratuitamente para 0800-284-0429 (Ouvidoria Arsal).

 

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