O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), mantem uma distância colossal do palanque político para 2014 em Alagoas.

Afinal, Renan vai apoiar o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) ou o senador Fernando Collor (PTB), na única vaga ao Senado Federal?

Não é pouco o apoio de Renan. O PMDB tem um tempo de televisão que influencia a votação ao Governo- e puxando o Senado.

Quem elege o governador, automaticamente empurra um senador.

Se Renan fechar o apoio a Collor- hipótese remota- o ex-presidente da República pode esquecer Brasília. E disputar, pela terceira vez, a chefia do Executivo. Como, aliás, demonstra publicamente nos discursos.

Não teria adversários. O vice José Thomáz Nonô (DEM) é bom de briga e de discurso. Não tem o (ainda) messianismo collorido. Nem os votos, apesar da máquina.

E se Renan resolver ficar com Teotonio Vilela? Esta proposta é mais concreta. Isso porque o presidente do Senado empurraria o ex-prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa (PMDB) ao Palácio República dos Palmares. Teria a opção de indicar o vice, um Calheiros: o deputado federal Renan Filho (PMDB)- que está em Alagoas até amanhã, tratando deste assunto.

Repetiria a campanha siamesa de 2002: Renan e Vilela juntos.

Nos dois quadros, alguém perde alguma coisa. Nonô teria de abdicar dos aneis. E ficar com os dedos.

Não é bem assim. O vice tem dois discursos: em público, o mistério. Sob reserva, o recado: "Lembre-se que eu serei o governador em 2014". Foi o que disse a um gerentão de uma grande TV alagoana.

Quem ganha? A vereadora Heloísa Helena (PSOL). O embate titânico pode desgastar tanto os caciques que a tribo, em chamas, lhe dará a chance de ser senadora.

Certeza das certezas: Renan não será oposição a ninguém. Segue a filosofia da galinha: "Cisca para dentro".