Os governos dos países árabes e da Turquia, com o apoio da CIA (agência de inteligência americana), aumentaram consideravelmente sua ajuda militar aos opositores do presidente sírio, Bashar al-Assad, afirmou nesta segunda-feira o jornal The New York Times.
A afirmação feita pelo jornal americano é sustentada com dados relativos ao tráfego aéreo, entrevistas com funcionários em vários países e relatórios dos comandantes dos grupos rebeldes sírios.
A provisão aérea, "que começou em pequena escala no início de 2012, continuou de maneira intermitente e passou a ter um fluxo mais sustentado e abundante no final do último ano", explicou a fonte.
"A provisão aumentou até inclusão de mais de 160 voos de carga em aviões militares jordanianos, sauditas e cataris que aterrissaram no aeroporto Esenboga, próximo a Ancara, e, em menor grau, em outros aeroportos turcos e jordanianos", informou o The New York Times.
O tráfego evoluiu à medida que "os rebeldes expulsavam o Exército da Síria de partes do território", assinalou o jornal, que ressaltou que o governo americano se negou a dar aos rebeldes, pelo menos de maneira pública, outra coisa que não seja ajuda "não letal".
No entanto, a vinculação da CIA no envio de armamento, mesmo que em "papel de consultor, demonstrou que os EUA estão mais que disposto a ajudar seus aliados árabes no apoio ao aspecto letal da guerra civil" da Síria, explicou o jornal.
"Dos escritórios em lugares secretos, funcionários da inteligência dos EUA ajudaram os governos árabes a comprarem armamento, incluindo uma grande aquisição vinda da Croácia, e também determinaram quem recebia os armamentos", acrescentou o jornal americano, que ressaltou que a CIA não quis se pronunciar sobre o caso.