O salvo-conduto à ex-prefeita de Piranhas, Melina Freitas (PMDB), não surpreende por evitar a sua prisão- investigada que é pelo Gecoc- ou por ser seu pai, Washington Luiz Damasceno Freitas, desembargador e ex-presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas.
A decisão surpreende porque mostra que alas do tribunal lutam para cavar um fosso entre a sociedade e o tapete vermelho do TJ. Quem está do lado de cá não tem pontes nem estradas ligando a esse universo cercado de privilégios ou honrarias, injustificáveis em uma terra cercada pela miséria- causada, também, por gestores e ex-gestores atolados na lama da corrupção.
Essa decisão mostra também que outras alas- como a liderada pelo atual presidente, desembargador José Carlos Malta Marques- tentam, no mínimo, oferecer digninidade ao combalido tribunal, considerado lerdo nos resultados e nos julgamentos. É uma conclusão em todos os relatórios do CNJ- ao se referir ao tribunal.
Não é ilegal a concessão do salvo-conduto.
Nem ilegal buscá-lo na Justiça.
Imoral é o peso das acusações, a farta documentação e a demonstração que o bem público ainda é despinicado, quase de forma avacalhada, por interesses particulares.
Assim, não é justo...