Com a proximidade das chuvas e para evitar desastres naturais, como deslizamento de encostas em Maceió, a Defesa Civil do Município vem intensificando o monitoramento nas áreas de ricos.

De acordo com um levantamento da Coordenadoria da Defesa Civil (Condec), na capital existem mais de 500 complexos, que se dividem entre baixo, médio e alto risco de desmoronamento.

Em entrevista ao CadaMinuto coordenador de Defesa Civil de Maceió, Dinário Lemos Junior, garantiu que o níveis das chuvas, que tem caído na capital estão dentro da normalidade, mas que o alerta sobre possíveis desastres vem sendo trabalhado com a população.

Segundo Dinário, a Condec trabalha em parceria com a Secretaria de Estado de Recursos Hídricos, que monitora durante 24 horas, a possibilidade de pancada de chuvas em Maceió. Outro método utilizado pelo órgão é a instalação de aparelhos pluviômetro digital, que indica o volume da chuva.

 “O primeiro instrumento foi instalado no Mutange e na última chuva que houve esperávamos  8mm de água, mas choveu o equivalente a 11 mm”, explicou o Coordenador da Condec.

Outros dois pluviômetros serão instalados no Complexo Habitacional Benedito Bentes e no Vale do Reginaldo, onde existem áreas de grande risco de desmoronamento, conforme aponta o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR). De acordo com Dinário, dentro do número de 500 complexos, 180 são áreas consideradas de alto risco.

“Nós trabalhamos o ano todo nessas áreas realizando obras de conversão e principalmente  conversando com a comunidade para fazer esse monitoramento”, detalhou Dinário, explicando que o órgão também conta com a parceria dos Núcleos Voluntários de Defesa Civil (Nudecs).

Os Nudes são formandos por moradores das comunidades e têm por função de comunicar possíveis riscos de acidentes ou irregularidades nas áreas sucetíveis a desastres naturais.

“Os presidentes desses Núcleos têm um papel fundamental e contribuem fortemente para que a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil faça o seu papel de prevenção junto às comunidades que residem em áreas de risco e alto risco”, disse Dinário.