Entre os caciques da política alagoana, o plano é um só: acomodar todos os nomes e evitar a disputa ferrenha. Claro: sempre falta combinar com o povo. O mais difícil de ser acomodado é o senador Fernando Collor de Mello (PTB). Afinal, na pretensão de se reeleger a cadeira do Senado Federal sempre terá a sombra de um concorrente.
No mais, os “caciques” postos podem sim acabar do mesmo lado: o senador Renan Calheiros (PMDB), o senador Benedito de Lira (PP), o vice-governador Thomaz Nonô (Democratas) e até o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). Alguém duvida disto?
É esta dúvida que é jogada no tabuleiro político das eleições de 2014 quando se ventila a desistência de Teotonio Vilela Filho. Se o governador resolve não concorrer ao Senado Federal, segue no mandato e abre o campo para uma possível disputa de José Thomaz Nonô ao Senado Federal ou até mesmo um retorno à Câmara dos Deputados (mais improvável, mas no jogo).
Pode acabar agradando as pretensões de Renan Calheiros. Seja ele o candidato ao governo; ou alguém que Calheiros indique do próprio PMDB, como o filho e deputado federal Renan Filho ou o ex-prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa (PMDB).
O senador Benedito de Lira? Se musculatura tiver - e grupo também! - tem o Palácio República dos Palmares pela frente. Mas, como já fez Lira, pode ser que faça de novo: o contentamento em indicar um nome para ser vice-governador. O cenário com Teotonio Vilela Filho candidato é outro. E é muito cedo para tirar seu nome do páreo, por mais que esta saída seja ventilada.
Vilela é cauteloso, mas não é bobo. Nunca foi! É lento. Mas apesar de seus 10 km/h numa Ferrari em dias de pressa, já mostrou como se ganha em eleição largando em situação desfavorável. A história recente mostra isto! E olhe que a rejeição de Vilela tem razão de ser: governo que demora a tomar providências; e tem um certo receio de bater na mesa quando é necessário mostrar quem manda. Logo, governo fraco!
Com Vilela ao Senado Federal, Thomaz Nonô volta à condição de pré-candidato ao governo e aí é muito mais complicado reunir todo mundo num campo só. Quanto a Collor, sabe que todas as fichas estão em duas ações: ser a referência da oposição no Estado e construir uma ponte com setores da sociedade onde nunca transitou, como por exemplo, o sindicato e alguns “formadores de opinião”. Vem fazendo isto bem. Conta com um excelente time de profissionais que poderia inclusive adotar o slogan: Fernando Collor, “o senador que fará 8 anos em 1”.
Estou no twitter: @lulavilar