Na próxima sexta-feira (22) é comemorado o Dia Mundial da Água e, em 2013, a Organização das Nações Unidas declarou como o ano internacional da cooperação pela água. O dia e o ano são celebrados, mas devemos realizar ações no dia a dia, garantindo a conservação do bem indispensável à vida. Neste sentido, o Instituto do Meio Ambiente (IMA) aposta em uma ferramenta como estratégia: a educação ambiental.
“É importante aprender que se prejudicamos o meio ambiente, prejudicamos a nós mesmos”, comenta o estudante do curso Técnico em Enfermagem, do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), Éder Macedo. Ele, junto com mais 50 pessoas, estiveram a bordo do barco-escola do IMA em uma aula prática no Complexo Estuarino-Lagunar Mundaú-Manguaba (CELMM).
“Este barco-escola serve para ampliar os aprendizados, porque a maioria dos que participam não tem conhecimento para preservar a água, preservar o meio ambiente”, disse Éder. Junto com ele, os outros estudantes dos cursos técnicos de Nutrição Dietética e Radiologia observavam atentamente as explicação dos técnicos do IMA.
No barco-escola, crianças, adolescentes, jovens e adultos podem participar de aulas práticas sobre a importância da vegetação, as características físicas dos corpos hídricos e a riqueza existente em Alagoas, com suas lagunas, rios, riachos e nascentes de água doce. “Há uma mentalidade diferente hoje, vejo nas crianças uma educação sobre os cuidados com o meio ambiente diferente da que eu recebi. Temos que investir nisso, para termos futuros dirigentes melhores do que nós”, argumenta o diretor-presidente do IMA, Adriano Augusto.
Na sede do Instituto, mais precisamente no Jardineto Botânico, os biólogos especialistas na identificação e catalogação da flora alagoana no Herbário MAC, apresentam espécimes que representam os principais biomas do Estado: a Caatinga e a Mata Atlântica. Além dos representativos e ricos ecossistemas, como é o manguezal e a restinga encontrados no CELMM.
“Nós precisamos das plantas, das raízes das árvores para que as águas penetrem nos solos e formem verdadeiros rios subterrâneos, para depois aflorar, por exemplo, em nascentes que se transformam em riachos, rios ou outros. Sem as raízes, com o solo descoberto ou impermeabilizado as águas se espalham e podem até causar catástrofes”, comenta a curadora do Herbário, Rosangela Lyra.
Das águas ou dos corpos hídricos, as pessoas podem garantir sua sobrevivência, seja na utilização doméstica e comercial ou para tirar o alimento. “As nossas lagoas e lagunas, por exemplo, sempre serviram como um grande banco de proteína para a população. Mas, a quantidade de resíduos que têm sido jogados pode comprometer seriamente a reprodução das espécies e a biodiversidade. A gente sempre procura alertar a todos que, além das políticas públicas, é de vital importância que as pessoas tenham mais cuidado”, explica o diretor de Desenvolvimento e Pesquisa, diz Fernando Veras.
Para o instrutor e membro do Comitê de Meio Ambiente do Senac, Gustavo Vasconcelos, as aulas de campo são fundamentais para o aprendizado dos estrudantes. “As aulas de campo multiplicam os conhecimentos. É muito importante porque esses alunos são pais, mães, eles trabalham e podem levar adiante o que aprenderam”, disse.
Visitas e aulas no barco-escola podem ser agendadas diretamente no IMA, por meio dos telefones 33151737 e 33151738, na Diretoria de Desenvolvimento e Pesquisa (Didep).