O policial Eraldo Henrique, que prestava serviços ao ex-prefeito Adalberon de Moraes, negou durante seu depoimento nesta quinta-feira (21), que os militares Geraldo Augusto e Ananias Lima não estiveram de plantão no dia 2 de junho de 2003 no posto de combustíveis de propriedade do Adalberon.
O policial foi citado várias vezes durante o depoimento dos outros réus ontem. Ele foi convocado pelo Juiz Jonh Silas para esclarecer alguns fatos. Ao magistrado, Eraldo disse que
Estava de serviço 01 no 3º Distrito policial em Maceió e que no dia 02 foi para o posto das 9h às 23h. “Os dois não apareceram no posto. Troquei o plantão com o Geraldo posteriormente a data do fato”, disse. Ele continuou seu relato afirmando que após estar no posto, foi levar o filho de Adalberon à faculdade e retornou às 21h. Ás 23h seguiu para a delegacia onde trabalhava.
Questionado sobre como soube do crime, Eraldo disse que soube do fato no dia 4 de junho através de Marcelo, que havia retornado do local onde o corpo do professor Paulo Bandeira havia sido encontrado. “Só soube do envolvimento de Geraldo e Ananias pela imprensa. Também pela imprensa ouvi dizer que o mandante do crime foi o prefeito [Adalberon]", afirmou.
Adalberon é violento
Durante seu depoimento, Eraldo chegou a afirmar por mais de duas vezes que Adalberon possuía um perfil violento e autoritário. “Quando ele bebia, ele se decontrolava”, relatou o miltar.
O julgamento
No quarto dia de julgamento, o policial militar Geraldo Augusto também negou a autoria do crime e confirmou o depoimento do cabo Lima sobre as falsas declarações do agente da Polícia Civil, Eraldo Henrique.
Segundo Augusto, durante seu depoimento na Polícia Federal ele recebeu uma proposta do então superintendente, Paulo Rubim, para afirmar que não tinha visto o Cabo Lima no posto de combustível no dia 02 de junho de 2003.
O PM disse que na época do crime revezava os plantões com o agente Eraldo Henrique, que na época também tava plantão na Delegacia de Satuba.

