A fase final do julgamento do caso Paulo Bandeira teve início nesta tarde com a sustentação do Ministério Público sobre a autoria do crime ser de fato de Adalberon de Moraes. O promotor Marcos Mousinho defendeu que os réus possuem vários indícios que os incriminam e que tentaram desviar o foco das investigações tentando colocar a culpa pelo crime na ex-diretora da escola, Nancy Pimentel.
O promotor afirmou que as provas contra Adalberon e os outros três réus são fortes, apontando que o ex-prefeito de Satuba tinha um perfil violento e autoritário. Ele mencionou que três testemunhas chegaram a mudar o depoimento prestado ao delegado responsável pelo caso.
“Uma testemunha chegou a revelar anteriormente que viu eles junto com o professor no local do crime. Elas só falaram isso durante uma audiência, mas revelaram tbm que tinham medo de morrer.A garrafa de álcool encontrada próximo ao carro é do mesmo lote que a prefeitura compra para usar nas escolas. Tudo passava pelas mãos de Adalberon”, colocou.
Mousinho também disse que por várias vezes durante as investigações, Adalberon tentou atribuir á Nancy Pimentel participação direta no crime. “Ele fez a diretora assinar de prórpio punho que ela possuía desavenças com Paulo e que ela pediu exoneração”, afirmou.
O promotor disse também que os réus possuíam informantes na Polícia Civil e que foram informados da quebra de sigilo telefônico com antecedência. “Um deles chegou a dizer aqui que soube um dia antes da interceptação telefônica”, revelou.
Em outro ponto de sua sustentação, o promotor afirmou que Adalberon é suspeito de participar de outros crimes e que “Todos que o arrodeiam morreram e Adalberon não foi apontado como autor em nenhum dos crimes”, argumentou.
Policial desmente que Geraldo e Ananias estiveram de plantão em posto
O policial Eraldo Henrique, que prestava serviços ao ex-prefeito Adalberon de Moraes, negou durante seu depoimento que os militares Geraldo Augusto e Ananias Lima não estiveram de plantão no dia 2 de junho de 2003 no posto de combustíveis de propriedade do Adalberon.
O policial foi citado várias vezes durante o depoimento dos outros réus ontem. Ele foi convocado pelo Juiz Jonh Silas para esclarecer alguns fatos. “Os dois não apareceram no posto. Troquei o plantão com o Geraldo posteriormente a data do fato”, disse.
