O rumo da vida dos réus após o julgamento sobre a morte do professor Paulo Bandeira dependerá da pena aplicada a Geraldo Augusto Santos da Silva e Ananias Oliveira Lima. Os militares são acusados de autoria material e cumpriram oito anos de prisão durante o processo de investigação do assassinato que chocou Alagoas, em 2003.
Os ex-seguranças de Adalberon de Morais, acusado de ser autor intelectual do crime, foram libertados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no ano passado por causa do excesso de tempo presos sem julgamento. Todos os réus respondem pelo crime de homicídio triplamente qualificado.
De acordo com o advogado criminalista Rodrigo Monteiro, o destino dos réus dependerá da pena aplicada, se os acusados forem condenados pelo crime. Em entrevista ao CadaMinuto, Monteiro explicou que a pena pelo crime de homicídio triplamente qualificado é de 12 a 30 anos, e como os réus já cumpriram 1/6 poderão cumprir o restante da pena em liberdade.
O especialista lembrou ainda que os réus serão contemplados pela redução da pena, já cumprida durante o andamento do processo. No caso de condenação, Monteiro coloca que os acusados poderão recorrer da sentença. “Acredito que seja muito improvável que o juiz conceda que eles recorram da sentença em liberdade”, ressaltou.
Segundo Monteiro, para definir a penalidade imputada aos réus, o presidente do júri avaliará a conduta, personalidade, se são réus primários, e principalmente a sua participação no crime. “Diante desses critérios a pena pode ser diferente entre os acusados”, disse.
A pena aplicada a Adalberon de Morais, ex-prefeito de Satuba, não sofrerá nenhuma redução, já que o réu nunca esteve preso pelo assassinato de Paulo Bandeira. Adalberon está recolhidos no sistema prisional acusados em outros crimes, entre eles o assassinato do assessor parlamentar James Alves dos Santos. O crime ocorreu no dia 30 de dezembro de 2002.
