O presidente da Câmara Municipal de Maceió, Francisco Holanda Filho, o Chico Filho (PP), falou - em entrevista a este blogueiro - sobre a crise vivenciada no Legislativo-mirim que acarretou em um “grupo” de vereadores - até então! -  insatisfeitos. 

 

A insatisfação com as ações consideradas “centralizadas pela presidência” foram parar na tribuna, com os discursos mais recentes de Kelmann Vieira (PMDB) e Dudu Ronalsa (PSDB). 

 

De acordo com Chico Filho, a turbulência passou e - “após diálogos com os vereadores” - tudo ficou mais calmo. “Todo início é turbulento, até que se encaixem as formas de pensar e o espaço de cada um. Estamos fazendo isto com muito respeito e procurando ouvir a todos”, colocou Chico Filho.

 

Ele classificou o início como um fato normal em uma legislatura que reúne “pessoas experientes e vereadores mais jovens”. “A chave tem sido as conversas. Inclusive, ouvindo os mais experientes para nos orientar, porque tudo - de certa forma - não deixa de ser novo”. Sobre as ações centralizadas, Chico Filho ressaltou o “diálogo que procura ter com todos da Casa”, mas fez uma análise sobre algumas primeiras ações. 

 

Conforme ele, na presidência - em meio às questões administrativas - acaba havendo um certo afastamento e algumas decisões “acabaram sendo tomadas sem que todos tenham sido informados. Foi um erro, reconheci isto e ouvi melhor cada um dos vereadores”. As composições das comissões - ocorrida na terça-feira, 19 - pode ter sido um divisor de águas, ao menos em relação ao início turbulento da Legislatura. Aparentemente, na sessão de hoje, 20, a paz voltou a reinar no plenário. 

 

Se isto for reflexo de bastidores, a Casa chegou rapidamente a um denominador comum. Chico Filho diz que após a denominação das comissões o clima melhorou. Logo, segundo ele, o que se vê no aparente é o que passa no “interno” da Câmara Municipal de Maceió. 

 

Também conversei com o presidente sobre a questão do cruzamento da folha salarial da Casa de Mário Guimarães com a Assembleia Legislativa. Há uma solicitação da vereadora Heloísa Helena (PSOL) neste sentido. “É algo que não depende só da Câmara. Nós não temos absolutamente nada a esconder. Se for para fazer cruzamento, faremos. Até porque todos os funcionários, inclusive comissionados, assinam termo de responsabilidade afirmando que não possuem outros cargos”, frisou.

 

Chico Filho disse até que não há problema de cruzar a folha com outros poderes. “Por nós, cruza a folha com a do Poder Executivo estadual e municipal. Sem problemas. Mas, não depende só do desejo da Câmara”. Está aí a deixa para uma análise - inclusive - mais profunda; um cruzamento de informações de forma mais ampla. O presidente dá uma boa ideia. Que os responsáveis por investigar supostas irregularidades e que zelam pelo precioso erário façam.

 

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