O PT de Alagoas continua na contramão dos afagos da presidente Dilma, das declarações de simpatia do ex-presidente Lula e até das afirmações do ex-ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, em favor do governador tucano Teotonio Vilela.
Agora, com a opção de Teotonio em estreitar o diálogo com o senador Renan Calheiros, presidente do Senado, parte do PT, liderada pelo presidente Joaquim Brito e pelo articulador Adelmo dos Santos, - cumpadre de Lula ,- cai nos braços do senador Collor, ferrenho adversário de Téo.
Vale lembrar que Teotônio pediu voto aos senadores tucanos para Renan.
O advogado e jornalista Adelmo dos Santos, assessor especial do deputado federal Paulão foi designado o emissário collorido para tentar convencer o senador Benedito de Lira (PP) a abrir um diálogo visando à eleição de 2014.
Há mais de 60 dias, em Brasília, Adelmo dos Santos tem frequentado o gabinete de Lira para convencê-lo a se aliar a Collor, adversário do senador pepista desde a época em que Collor foi governador em 1986 e depois eleito presidente da República.
Benedito de Lira é o único político de Alagoas, que ainda se mantém coerente a sua posição de não fazer aliança com Collor. Até o atual vice-governador Thomaz Nonô, adversário de Collor desde a época em que elle foi prefeito de Maceió, já quebrou esse tabu e se aliou a Collor.
No entanto, Benedito se mantém fiel ao acordo político com o governador Teotonio Vilela. Juntos, Lira e Téo já derrotaram inclusive o próprio Collor que tentou ser governador novamente.
E, em duas eleições, a dobradinha Benedito-Teotônio venceu em Alagoas na reeleição de Teotonio a governador em 2010 e em 2012 quando venceu a prefeitura de Maceió com Rui e Marcelo Palmeira. Naquela eleição, a dobradinha derrotou, de uma só vez, o ex-governador Ronaldo Lessa, o ex-prefeito de Maceió, Cicero Almeida e os senadores Renan e Collor.
Além de Brasília, Adelmo dos Santos vem circulando no interior, já passou em Palmeira dos Índios, hoje está em Arapiraca e amanhã vai a Penedo, para defender uma nova dobradinha em Alagoas: Collor e Benedito de Lira.
Só que Adelmo dos Santos, não teve o sinal verde do Benedito para abrir essa conversa. As cinzas do conclave dessa nova aliança política ainda são pretas.
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