No depoimento do ex-prefeito Adalberon de Moraes, chama a atenção três situações.
A primeira: a forma como dizia mandar em Satuba, mesmo depois de preso. Fazia até ligações para o filho e usando o telefone da cadeia.
Um privilégio que só terminou com a caneta do então juiz da Vara de Execuções Penais, Marcelo Tadeu.
Segunda: ele tinha um informante dentro da delegacia da cidade passando informações sobre a apuração do assassinato de Paulo Bandeira.
A outra: da prisão, escolheu a candidata à prefeitura da cidade, Cícera do Bar. Taxada, conforme testemunho dele mesmo, de "analfabeta".
Na época da eleição, Cícera se submeteu a uma prova de português. Pela lei, ela deveria ao menos saber ler e escrever.
E passou na prova.
Como, se era analfabeta?
De comum nestas situações? quem manda não manda sozinho. E quem "ajudou" Adalberon acabou sendo revelado no depoimento dele ao juiz John Silas.
O resto é com a justiça.