O julgamento por assassinato do processo que envolve o ex-cabo da Polícia Militar de Alagoas, Everaldo Pereira dos Santos e João Gabriel Felizardo dos Santos acontecerá em Maceió ainda sem data prevista. O ex-militar é acusado de matar a tiros Celso José Dias, no município de Novo Lino, em 04 de maio de 1990.
Os desembargadores do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) decidiram pelo desaforamento do julgamento que aconteceria na comarca de Novo Lino. A decisão, publicada no Diário da Justiça Eletrônica (DJE) desta terça-feira (19), foi baseada na defesa do Ministério Público Estadual para a transferência da comarca.
Everaldo Pereira dos Santos e João Gabriel Felizardo dos Santos integravam a ‘Gangue Fardada’, grupo formado por militares sob o comando do ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante que realizavam crimes de pistolagem em Alagoas.
O ex-cabo Everaldo, conhecido como "amarelinho", é pai de Eloá, assassinada em 2008 pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves. Everaldo estava disfarçado com o nome de Aldo Pimentel e estava morando com sua família em Santo André no estado de São Paulo.
Everaldo tem quatro homicídios em sua ficha corrida. Ele é acusado pela polícia de Alagoas de participar do assassinato do delegado Ricardo Lessa, irmão do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), e do motorista do delegado, Antenor Carlota, em 1991. Everaldo é acusado também de assassinar sua ex-mulher Marta Lúcia, com quem foi visto pela última vez.
Em novembro de 2009, foi condenado a 33 anos e seis meses de prisão pelos assassinatos do ex-delegado Ricardo Lessa e do seu motorista, Antenor Carlota da Silva, crime ocorrido em 1991. Ele foi finalmente preso na periferia de Maceió em 28 de dezembro de 2009, escondido na casa de parentes.
