Com base no déficit de pelo menos 117 defensores públicos no Estado de Alagoas, nasce o Movimento Defesa Alagoas, que - conforme os integrantes - visa despertar o poder pública para a necessidade, ainda segundo ideal do Movimento de implantação de Defensorias Públicas em todas as comarcas.
A ideia é conscientizar a população e os formadores de opinião sobre o assunto para - então - promover o debate. Logo, o Movimento Defenda Alagoas briga por mais defensores públicos.
Um fato é certo: sem um defensor público, uma imensa parcela da população acaba sendo prejudicada no acesso à Justiça. Claro, trata-se - efetivamente - da população mais carente, que em alguns casos acaba sem ter caminhos para buscar seus Direitos. Em muitas ações - algumas delas envolvendo a área da Saúde - se pode observar a importância da atuação da Defensoria Pública.
Por lógica simples, quanto mais forte e independente o órgão, melhor para a sociedade.
Claro que o déficit não é um problema exclusivo de Alagoas. No país, são mais de 70% das comarcas que não possuem uma extensão do órgão. Um dado divulgado recentemente pela Associação Nacional dos Defensores Públicos (Andep) em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Em Alagoas, a falta de defensores ocorre em 50% das comarcas. O grupo aposta no envolvimento da sociedade para mudar essa realidade, que coloca Alagoas como um dos piores estados do país quando o assunto é a cobertura da Defensoria Pública. Mas, não por culpa dos profissionais existentes e sim da estrutura e da ausência de defensores o suficiente.
No movimento, estão advogados como Diego Rodrigues, Carla Bina, Candyce Brasil, dentre outros, além de servidores públicos. Uma boa causa.
Estou no twitter: @lulavilar