Gilca Cinara e Karine Amorim
Parentes e amigos do professor Paulo Bandeira lotam o Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro, na tarde desta segunda-feira (18) para acompanhar o julgamento do crime que chocou Alagoas, em 2003. Em entrevista ao CadaMinuto, o irmão do professor, João Bosco Costa Bandeira, se mostrou otimista e afirmou que aguarda a condenação dos réus.
O ex-prefeito de Satuba, Adalberon de Moraes Barros senta no banco dos réus junto com os policiais militares Ananias Lima e Geraldo Augusto dos Santos, além do ex-chefe de gabinete Marcelo José dos Santos.
João Bosco relatou que os seus pais faleceram no ano passado. “Eles morreram e não tiveram oportunidade de ver esse dia acontecer”. Segundo João Bosco, Bandeira era uma pessoas de coração enorme e sempre buscou lutar pela causas em prol da sociedade. “Ele (Paulo Bandeira) morreu lutando pela sociedade”, completou.
“Hoje é um dia muito importante, pois se conseguiu colocar no banco dos réus assassinos bárbaros, que se acham acima do bem e do mal. São pessoas que acreditam que nunca vão ser punidos”, afirmou a viúva de Paulo Bandeira, Cilene Bandeira.
Segundo Cirlene, o professor sempre a confidenciou sobre a descoberta dos desvios no município, mas ele próprio não sabia da dimensão do esquema. A viúva lembrou que na época, Bandeira chegou a procurar o então prefeito do município, o empresário Adalberon de Moraes Barros, e revelou que tinha provas dos desvios.
“Paulo era acima de tudo, um ser humano brilhante, obstinado e amante da escola pública. Ele era um amigo sensacional e deixou marcas em todos que conviveram com ele”, disse Cilene.
Relembre o caso
Segundo relatório da Polícia Federal (PF), Paulo Bandeira foi assassinado por denunciar o desvio de dinheiro do Fundo Nacional de Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (FUNDEF), por parte da chefia do Executivo Municipal.
Paulo Bandeira desapareceu no dia 2 de junho de 2003, após receber um telefonema de Maria José dos Santos, pedindo que o professor comparecesse à prefeitura. Dois dias depois, o corpo do professor Paulo Bandeira foi encontrado dentro do seu carro, carbonizado e acorrentado, no Povoado Primavera, zona rural de Satuba.






