Por Vanessa Siqueira

Começa na tarde desta segunda-feira (18) o julgamento dos quatro réus acusados de assassinar o professor Paulo Bandeira. O crime que chocou Alagoas aconteceu em 2003 no município de Satuba. O juiz John Silas vai presidir o Júri do Tribunal da 8ª Vara Criminal da Capital. A estimativa do magistrado é que somente no final da tarde da quarta-feira (20) seja conhecido o resultado do julgamento.

Em entrevista ao CadaMinuto, o juiz explicou que hoje serão ouvidas doze testemunhas da acusação e uma da defesa. A depender do andamento dos interrogatórios, na terça-feira  os réus serão ouvidos separadamente.

Na quarta-feira, terceiro dia do Júri, deve acontecer os debates entre acusação e defesa, com direito a réplica e tréplica. Em seguida, os jurados irão se reunir numa sala com o magistrado e responder uma série de perguntas antes de darem o veredito.

“Espero que corra tudo dentro da maior tranqüilidade e que na quarta-feira nós tenhamos o resultado desse júri que ganhou tanta repercussão”, disse o juiz John Silas.

O ex-prefeito de Satuba, Adalberon de Moraes Barros senta no banco dos réus junto com os policiais militares Ananias Lima e Geraldo Augusto dos Santos, além do ex-chefe de gabinete Marcelo José dos Santos.

O ex-prefeito de Satuba está preso por outros crimes e os outros acusados já passaram sete anos presos, mas por conta da demora no julgamento, eles foram soltos no ano passado. Pelo fato de já terem passado sete anos presos, caso os militares sejam condenados, a pena será abatida.

O promotor Marcos Mousinho fará a acusação. O advogado Everaldo Patriota atuará como assistente de acusação. Ele foi contratado pela família de Paulo Bandeira.

Os policiais militares Geraldo Augusto e Ananias Lima serão defendidos pelo advogado Welton Roberto.  O ex-prefeito de Satuba, Adalberon Moraes será defendido pelo advogado José Álvaro Costa Filho. Já o ex-chefe de gabinete Marcelo José será defendido pelo advogado Ricardo Morais.

Relembre o caso

Segundo relatório da Polícia Federal (PF), Paulo Bandeira foi assassinado por denunciar o desvio de dinheiro do Fundo Nacional de Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (FUNDEF), por parte da chefia do Executivo Municipal.

Paulo Bandeira desapareceu no dia 2 de junho de 2003, após receber um telefonema de Maria José dos Santos, pedindo que o professor comparecesse à prefeitura. Dois dias depois, o corpo do professor Paulo Bandeira foi encontrado dentro do seu carro, carbonizado e acorrentado, no Povoado Primavera, zona rural de Satuba.