Superando 800 páginas, a resposta do Sindicato dos Médicos ao promotor Sidrack Nascimento- que investiga os profissionais pelo não-atendimento a uma dona de casa que teve um infarto, há duas semanas- mostra que a contratação de prestadores de serviços, pelo Governo, para suprir a carência de médicos, virou uma praga. 
 
Pior: são pessoas contratadas sem concurso público, inviabilizando o atendimento à população em postos de saúde, ambulatórios 24 horas, na Maternidade Santa Mônica e no Hospital Geral do Estado.
 
É um problema antigo. E como não registrou o devido cuidado das autoridades- uma delas o próprio Ministério Público Estadual- acabou na primeira morte- oficial- por causa da greve dos médicos.
 
Desde 2007- início da era Teotonio Vilela Filho- que 40% dos médicos alagoanos pediram demissão. É a versão do sindicato. Eram 2.600. Ficou em 1.500. Os salários- considerados baixos pela classe- afasta os médicos de Alagoas.
 
O quê o relatório omite? Um dos ambulatórios procurados pela família da dona de casa tinha duas ambulâncias. Se o ambulatório 24 horas não tem estrutura para atender serviços de urgência/emergência, por que ela não foi levada para o HGE? 
 
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