O Sindicato dos Médicos vai denunciar, ao Conselho Nacional do Ministério Público, alguns procuradores e promotores do Ministério Público Estadual de Alagoas. A direção do sindicato entende que houve omissão, destes integrantes do MPE, ao receber fotos e ofícios sobre a situação de caos dos ambulatórios 24 horas, do Hospital Geral do Estado e da Maternidade Santa Mônica.
O material é entregue ao MPE desde 2007.
A decisão do sindicato- que ainda não é oficial, mas já acordada entre todos os diretores- vem uma semana após o promotor Sidrack Nascimento começar as investigações sobre a morte da dona de casa Edlene da Conceição Silva, que morreu ao ter atendimento negado em unidades de saúde no Tabuleiro dos Martins.
O promotor responsabiliza os médicos pela morte. E tem os nomes dos profissionais. Os médicos de Alagoas estão em greve há três meses.
A direção do sindicato viaja a Brasília (ainda sem data definida) para uma audiência com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, protocolada pelo senador Fernando Collor (PTB). Nela, será mostrado que o Governo de Alagoas tem dinheiro para investimentos, mas a crise na área não diminui.
Neste mesmo dia, a direção deve protocolar, no Conselho Nacional do MP, a denúncia contra o MP local.
Ofícios
Na pilha de ofícios que o sindicato deve entregar ao conselho nacional, dois deles chamam a atenção. São datados de abril e maio de 2010 e falam da morte de 21 bebês na Maternidade Santa Mônica.
Os ofícios foram encaminhados à Promotoria Coletiva da Saúde. Veja aqui e aqui
Em 28 de abril de 2010, a Promotoria instalou procedimento para investigar as mortes na maternidade.
