O marketing foi poderoso com Rui Palmeira. Graças a este marketing, resolver a crise na saúde virou a principal missão de Rui, quando ganhou a chefia do Executivo na capital.
Falta menos de um mês para os 100 primeiros dias de Rui. Daí que as cobranças serão maiores.
A pergunta é: o prefeito está preparado para enfrentá-las?
Com os servidores públicos, Rui foi mais hábil: os sindicatos queriam 15% de aumento. O prefeito sugeriu 9%. Acordo fechado.
Não existe acordo quando, no PAM Salgadinho, idosos dormem no chão à espera de atendimento, faltam equipamentos ou materiais médicos ou quando o posto de saúde Guaxuma (no bairro homônimo) está infestado de indicações eleitorais da Câmara de Vereadores de Maceió, herdadas não de Rui, mas da fartamente conhecida gestão Cícero Almeida.
Pior: a maioria foi mantida no cargo. A comunidade não merece indicações tão medíocres, com resultados pífios.
Acaso Alagoas tivesse um órgão de investigação de credibilidade, o posto Osvaldo Brandão Vilela- na Ponta da Terra- seria interditado porque o piso está gasto, as paredes imundas e sequer existe vacina.
A decadência do Osvaldo Brandão é irônica: o posto leva o nome de um parente do governador.
As cobranças são feitas para o passado. Mas, a administração não leva mais o carimbo de Cicero Almeida. E Rui Palmeira assume o ônus e o bônus de uma das 50 cidades mais ricas do Brasil- Maceió, com suas belezas naturais e seus problemas estruturais.
A capital que vai se tornando a mais visitada do Nordeste pelos turistas não pode assistir a pessoas chorando na TV porque um posto de saúde não tem médico ou remédio.
O cobertor da saúde pode ser curto. Mas, com ele, não dá para morrer de frio.