por Luis Vilar
A divulgação da folha salarial dos efetivo da Câmara Municipal de Maceió não chama a atenção apenas por conta dos maiores salários - que giram em R$ 24 mil/mês - mas sim pela quantidade de pessoas que o Poder Legislativo municipal abriga.
Se somados os efetivos com os cargos comissionados, serão aproximadamente 500 funcionários. Levando-se em consideração que o prédio não abriga - e nem tem condições físicas - para que todos trabalhem, resta detalhar o que cada um faz.
Se há servidor realizado trabalho externo, cedido para outro órgão, enfim; que seja explicado pelo presidente da Câmara de Maceió, Francisco Holanda Filho, Chico Filho (PP). Estes dados estarão extremamente visíveis ao final dos trabalhos da Comissão de Atualização Cadastral.
Afinal, o número por si só em confronto com as condições de trabalho que a Casa de Mário Guimarães oferta já é o nascedouro de vários questionamentos que terão que ser respondidos pela Comissão de Atualização Cadastral criada na atual gestão.
As suspeitas levantadas pelos vereadores Kelmann Vieira (PMDB) e Dudu Ronalsa (PSDB) - independente de terem sido eles ou não a tocarem no assunto - são gravíssimas. Não comprometem a atual gestão, pois foi a estrutura encontrada na Casa.
Mas, obriga ao atual presidente a detalhá-la e a corrigir as distorções. Como obriga também o antigo presidente a responder por elas. Vale lembrar que o ex-vereador Galba Novaes (PRB) - quando presidente - trabalhou mudanças administrativas no parlamento-mirim.
O que não pode é o contribuinte sustentar fantasmas por conta de apadrinhamentos políticos. Sejam os antigos padrinhos; sejam - se houver! - os de agora!
Vale lembrar ainda que o parlamento-mirim também tem seus “tentáculos” para cima do Executivo municipal. Uma relação histórica de indicação de cargos, que vem de administrações passadas. É mais gente para o contribuinte sustentar. Ora, se pago por nós, que cobremos o dia de serviço de nossos funcionários. Que os “representantes do povo” façam isto. Pelo que se vê, historicamente são suspeitos de terem feito sempre o contrário: varrer para baixo do tapete e acobertar afilhados.
Afinal, é de se indagar a necessidade do Legislativo municipal de Maceió ter essa imensa lista de servidores? É de se questionar sim. Por que não? É compatível a quantidade de servidores de muitas secretarias executivas de peso. Claro que por serem efetivos, é uma correção que e faz ao longo do tempo, com estudo de impacto, orçamentário e financeiro, de necessidades e concursos públicos pensando no futuro. Projetando a Câmara para ter mais lisura e eficiência nas próximas legislaturas. O que se vê no presente é que isto nunca foi feito passado. Será que teremos edis que acordarão para o futuro?
Ou se perderão em picuinhas regadas à filosofia do “farinha pouca, meu pirão primeiro”.
Bem um próximo passo interessante, seria a divulgação da lista dos servidores comissionados. Até o momento, a Câmara Municipal não informou porque esta não foi tornada pública. Que também o faça!
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