por Luis Vilar
O clima esquentou de vez na Câmara Municipal de Maceió. O vereador e primeiro-secretário Kelmann Vieira confirmou o clima de insatisfação com a atual Mesa Diretora presidida por Francisco Holanda Filho, o Chico Filho (PP).
Ele classificou a gestão de Chico Filho como “centralizadora”. Foi além, ao afirmar que já existe um grupo de sete vereadores que se encontram insatisfeitos com a atual forma de conduzir os trabalhos.
De acordo com Kelmann Vieira, ele já pensou até em renunciar do cargo da Mesa diante das insatisfações. Ele fez questão de tornar público seu “sentimento” o que o coloca em rota de colisão com Francisco Holanda.
Ele cobrou publicação de balancetes e se posicionou contra o aumento de duodécimo. “Não aceito ser apontado como um insatisfeito”, ressaltou ao defender o fim dos gabinetes locados e a redução do número de funcionários contratados.
A posição de Kelmann Vieira também foi acompanhada pelo vereador Dudu Ronalsa (PSDB), que se disse “arrependido” de votar em Chico Filho para a presidência. “O problema aqui não envolve cargos, mas satisfação de trabalho”, colocou Ronalsa.
Ronalsa cobrou uma reunião com todos os vereadores para evitar debates tão abertos no parlamento-mirim expondo - em outras palavras - algumas feridas e questões internas e administrativas.
Dudu Ronalsa também classificou a gestão de Chico Holanda como “centralizadora”. “As críticas que faço são ao presidente e não a pessoa de Chico Filho. Falta a gente conversar. Não estamos conversando. Ontem, a vereadora Teresa Nelma (PSDB) saiu daqui chorando e eu não sei nem porque. Vou conversar com ela, porque precisamos procurar ajudar”.
“Precisamos discutir a questão das comissões. Está na hora e o Regimento Interno está sendo totalmente desrespeitado, porque já era para terem sido formadas. Então eu peço encarecidamente para que pudéssemos sentar e conversar. Aqui, a Casa está parecendo o samba do crioulo doido”, finalizou ainda Dudu Ronalsa.
Chico Filho comentou as ditas insatisfações dos colegas de forma bem objetiva: “meu pensamento é um só: redução de despesas. Não posso pensar nisto sem cortes. Não podemos ter dois pesos e duas medidas”. O pepista coloca que cortar despesas irrita interesses determinados.
O presidente da Câmara Municipal lembra que há contratos que estão sendo analisados e revisados e diz que não é “tirano e busca resolver os impasses”. A crise na Casa de Mário Guimarães ainda deve render pano para a manga, pelos discursos acalorados que foram feitos hoje, dia 14.
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