Já é conhecida a relação tensa entre o secretário de Educação do Estado de Alagoas, Adriano Soares, e o Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteal). A cada ação da pasta, uma crítica do Sinteal. Do outro lado, uma resposta forte por parte do secretário.
Tem sido assim desde o início. Foi assim - quem acompanha lembra bem - quando se falou do rateio do Fundeb. E agora, com a questão do Plano de Cargos e Carreiras (PCC).
No dia de hoje, Soares se irritou mais uma vez com os sindicalistas e solicitou a presença do Batalhão de Operações Especiais (Bope) para impedir - segundo ele - que uma “turma de infiltrados” invadissem o seu gabinete.
Não há mais espaço para diálogos entre representantes do sindicato e o secretário de Educação. Independente do mérito das discussões, uma pena! As críticas de Soares foram duríssimas. Mais uma vez afirmou que o Sinteal age de “modo facistóide”.
“É um sindicato ultrapassado e sem bandeiras sérias. Quer aparecer no mérito de um plano dos administrativos que eles nunca lutaram. Sempre enganaram os servidores; agora, atuam aqui de modo facistóide. Não me intimido com essa turma!”, destacou o secretário.
Soares acusa o sindicato de incitar os “apaniguados” a invadirem a sede da Secretaria de Educação. “A responsabilidade por dano a pessoas ou ao prédio será integralmente do Sinteal”. Complementou: “não recebo para conversar esse pessoal que não tem respeito pelos trabalhadores administrativos da Educação. Um pessoa que faz a política mesquinha do PT e tenta ludibriar os servidores da Educação”.
Por fim, coloca o secretário: “solicitei a presença do BOPE para tirar a turma de infiltrados do Sinteal. O Sinteal não consegue o apoio do pessoal da educação e foi buscar apoio noutros sindicatos da CUT para fazer bagunça aqui”. Eis o clima! É mais um capítulo de troca de acusações. Já já o Sinteal responde.
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