Acusado de porte ilegal de arma de fogo, o ex-prefeito de Lagoa da Canoa, Jair Lira Soares, entrou na lista dos ex-gestores que perderam o foro por prerrogativa de função (o foro privilegiado) e vai ser julgado pela Comarca de Arapiraca pelo crime. A decisão é do desembargador Sebastião Costa Filho, do Tribunal de Justiça.
Jair Lira entra em um grupo seleto: ex-prefeitos, acusados em crimes, mas que tiveram os processos transferidos para a Justiça comum.
Neste grupo estão, por exemplo, a ex-prefeita de Matriz de Camaragibe, Doda Cavalcante. Ela foi acusada de homicídio culposo (sem intenção de matar) e lesão corporal. Inquérito policial diz que Doda matou o turista Lilian Levi Leitão, em 11 de outubro de 2011, em acidente automobilístico, no bairro de Pescaria.
O marido dela, o ex-prefeito Cícero Cavalcante, também será julgado pela comarca de São Luiz do Quitunde. Ele é acusado de agredir um vereador.
O ex-prefeito de Campo Grande, Arnaldo Higino Lessa, também perdeu a imunidade no cargo e vai responder por crime de homicídio. O inquérito policial foi encaminhado para a primeira instância.
Reginaldo José de Andrade (Barra de São Miguel) e Cássio Alexandre Reis de Amorim Utinga (Colônia de Leopoldina) também tiveram processos transferidos para a Justiça comum.
Cássio Alexandre é réu em três ações civis de improbidade administrativa e em uma ação penal. E já foi denunciado pelo Ministério Público em outros dois processos.
Reginaldo Andrade é réu em duas ações penais.