“O Ministério Público tem sido atuante e os infratores que estão envolvidos sabem que vão ter uma resposta do estado”. Essa foi a declaração dada pelo procurador-geral de Justiça de Alagoas, Sérgio Jucá, durante uma entrevista no Conversa de Botequim, na noite desta terça-feira (12), sobre as investigações da instituição contra prefeitos e ex-prefeitos no interior do estado envolvidos em fraudes e desvio de verba pública.

Jucá afirmou que a atuação do Ministério Público (MPE) no combate a corrupção tem sido uma luta diária e exaustiva, e mesmo atingindo “alvos poderosos” no estado, não existe tempo para pensar em “medo”. “Quem não gosta do Ministério Público são os foras da lei”, enfatizou.  

Para o procurador, a criação do Grupo de Combate as Organizações Criminosas (Gecoc) e da 17ª Vara Criminal da Capital, proporcionou um grande avanços no combater os crimes organizados no estado.

Jucá garantiu que busca manter em sua gestão o mesmo modelo adotado pelo ex-procurador Eduardo Tavares, sobre a autuação do Gecoc.

Sobre o vazamento de informações que possibilitaram a fuga de algumas pessoas alvos durante operações no estado, o procurador garantiu que “coloco minha não no fogo, mas jamais houve vazamento de informação dentro do Ministério Público. Pode ter sido em outras instituições”.

Segundo Jucá, nas operações deflagradas o MP busca sempre trabalhar pela integração das instituições que integram a Segurança Pública em Alagoas.

“É certo que em todo lugar existe o joio e o trigo, mas é certo que em Alagoas existe mais joio do que trigo”, completou.