A defesa ferrenha do Programa da Reconstrução em Alagoas - diante das críticas que vem sofrendo, tanto pela morosidade do governo do Estado, quanto pela suposta irregularidade em cadastros, como investiga o Ministério Público, no caso envolvendo Rio Largo - coube ao deputado estadual Jeferson Morais (Democratas).
Do mesmo partido do vice-governador de Alagoas, José Thomaz Nonô (DEM) - coordenador do Programa da Reconstrução - Morais até reconheceu que a entrega está longe de atingir o seu número final. Vale lembrar que as enchentes que vitimaram Alagoas ocorreram em 2010. O governo tem a previsão de construir 18 mil casas.
De acordo com Jeferson Morais, foram entregues 7.778. Estamos em 2013. Isto sem falar de suspeitas que agora recaem sobre o programa. O deputado estadual Antônio Albuquerque (PTdoB) ainda lançou mais lenha na fogueira. Acusou o governo do Estado de fazer “propaganda enganosa” com a entrega das moradias.
Em fala - escalado previamente para isto ou não! - o deputado estadual Jeferson Morais diz “entender a pressa das pessoas”. Rebate as críticas feitas ao governo: “a construção foi um fato inovador. A Caixa Econômica tem sua burocracia, mas graças ao governador Teotonio Vilela e seu vice, Nonô, o processo foi acelerado”.
Ele chamou a recente entrega de residências em Branquinha de “fim de pesadelo”. “Pude ver a fé e a esperança recompensadas. A prefeita da cidade expressou com emoção o que o povo sentia. Depois das enchentes, a cidade deixou de existir no mapa”.
Morais ressalta as dificuldades ainda encontradas em litígios jurídicos e de infraestrutura, mas diz que Alagoas está mais avançado do que Pernambuco. No parlamento estadual, em relação a este assunto, fez quase que um papel de líder do governo.
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