Há exatamente um ano Ricardo Teixeira renunciou ao cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e bandeou-se para os Estados Unidos, onde cumpre um exílio voluntário. Voltar ao Brasil significaria dar adeus a uma vida tranquila para reencontrar um passado de denúncias e cobranças.

Em solo americano, Teixeira usufrui de uma vida de marajá, ao lado da esposa e da filha. Reside em uma casa de valor estimado em R$ 2 milhões, em Boca Ratón.

 

Um condomínio de luxo, em Miami, é usado pelo dirigente para passar os finais de semana e realizar festas. Em uma mansão no valor de R$ 14 milhões, Teixeira acolhe os seus amigos, como revelou a “Folha de S. Paulo”, em fevereiro.

 

Aos 65 anos, Teixeira tem uma rotina de aposentado. Leva a filha ao colégio, faz compras no supermercado e passa o dia recolhido em sua casa, de onde administra seus negócios e interfere nos bastidores do futebol brasileiro.

 

Retornar ao Brasil não está nos planos de Teixeira. Ao sair às pressas, ele deixou para trás um rastro de denúncias e desconfianças quanto à sua conduta nos 23 anos que ficou à frente da CBF.

 

Uma sombria herança que inclui suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação de impostos, como mostrou o relatório da CPI do Futebol, realizada, em 2001. No total, foram 12 recomendações feitas ao Ministério Público sobre os supostos crimes.