O dia dos holofotes na cidade de Água Branca não foi dos senadores Fernando Collor (PTB) ou Renan Calheiros (PMDB). E, sim, do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB).
 
Ele repetiu o gesto teatral, já encenado com Lula: a entrega de um buquê de flores (vermelhas) a Dilma Rousseff. 
 
Depois, tascou um abraço em Dilma, quando a presidente anunciou mais R$ 1,1 bilhão ao Canal do Sertão. 
 
Recebeu a palavra "parceiro" como resposta, no breve tempo da visita presidencial, entregando-se ao clamor popular: Dilma ovacionada, ensurdencendo os apitos dos protestos. 
 
Ao contrário do pai, o velho senador Teotônio Vilela, o governador não improvisa falas ou gestos. Recorre a papeis ou monitores para ler discursos, sob o olhar atento e crítico da jornalista Eliane Aquino.
 
Mas, nesta terça, Vilela desprendeu-se de Eliane e da tecnologia na maior parte do tempo. E parece ter embolsado a cartilha de Collor, seguindo as lições da mídia teatral.
 
Pelo menos por hoje, Vilela pode dizer: Foi Collor, por um dia!