O Governo do Estado inaugurou, na sexta-feira (8), mais um telecentro para beneficiar a população do bairro Ponta da Terra, em Maceió. A estrutura conta com 11 computadores, servidor, impressora, antena GESAC de internet via satélite, sistema de software livre com ênfase educacional e uma monitora capacitada da própria comunidade.

Este telecentro é parte de 20 a serem instalados em curto prazo em todo o Estado, de acordo com o projeto telecentros.br, do Ministério das Telecomunicações, em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). As entidades beneficiadas em sua maioria são Organizações Não Governamentais, pontos de cultura e associações comunitárias, selecionadas em chamada pública, no ano de 2009 que, em contrapartida, disponibilizam espaço adequado para funcionamento dos telecentros.

A execução deste programa, a partir de agora, será alinhada com o projeto de inclusão digital do Governo do Estado, o Digita Alagoas, que já inaugurou 35 de 50 telecentros previstos, através do Instituto de Tecnologia em Informática e Informação de Alagoas (Itec). Com o alinhamento das ações, somam-se ao Itec nos esforços de instalação dos telecentros.br, a equipe técnica da unidade gestora de tecnologia da informação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapeal), entidade que também contribui com bolsas de apoio técnico para os monitores responsáveis, no valor de R$483 reais.

 “Não se pode falar de inclusão digital sem inclusão social”, falou o representante da Fapeal, Felipe Athayde. Com este objetivo, se dá preferência a monitores oriundos da própria comunidade, com uma capacitação mínima requerida para multiplicarem o curso básico de informática e recursos da internet.

“Os telecentros hoje têm um papel fundamental no desenvolvimento e oferta de serviços públicos nas comunidades, pois os mesmos serão transformados em pontos de presença para as ações de educação, saúde, emprego e renda, entre outros", acrescenta o assessor especial para tecnologia da informação do Governo de Alagoas, Georginei Neri.

O objetivo maior é que as comunidades aprendam a usar os recursos tecnológicos e a Web para divulgar suas produções, e ao mesmo tempo manter o estado alerta às necessidades específicas de cada uma delas e estruturar ações de tecnologia que respondam a estas demandas. O sistema operacional que acompanha os computadores é atualizado a cada dois anos.

A monitora Ana Luiza, selecionada do novo telecentro Odô Iyá, instalado no Ponto de Cultura Quilombo dos Orixás, onde funciona o Núcleo de Cultura afro-brasileira Iyá Ogun-té, já exercia um cargo religioso e a coordenação cultural do espaço. Para ela, não se trata apenas de uma casa religiosa, pois realiza atividades como música, dança, capoeira e atende a crianças, jovens, adultos e idosos. “Para eles é interessante, justamente porque são excluídos do espaço público”, declara.

Na inauguração do telecentro, também estiveram presentes representantes da Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos e diversas personalidades ligadas ao combate à intolerância religiosa no Estado, como a diretora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade Federal de Alagoas, Clara Suassuna, e o presidente da Fundação Municipal para Ação Cultural, Vinícius Palmeira.