O ex-prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PSD), apesar de estar sem mandato, não quer ficar de fora das ‘negociações’ do processo eleitoral de 2014. Almeida vem conversando com algumas siglas e o mais recente diálogo foi com o PR do deputado federal Maurício Quintella.

 
No PR, Almeida é muito bem recebido desde que não queira o diretório estadual, que está nas mãos do deputado federal Maurício Quintella. Sem o lugar próximo da janela, o ex-prefeito da capital alagoana deve declinar do convite e ir em busca de uma sigla. 
 
O ex-prefeito pode acabar em um partido pequeno, apesar do convite até do PMDB, justamente pelo desejo do diretório estadual. É uma forma de sentar na mesma mesa que os caciques. O problema é que - a esta altura do campeonato - ninguém vai dar o lugar que ocupa na mesa. Mas, o ex-gestor segue querendo furar este bloqueio e um dos argumentos é a sua densidade eleitoral.
 
Almeida sabe que é nome importante para qualquer partido na formação de uma bancada na Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. O problema é que com um diretório estadual nas mãos, o ex-prefeito pode mudar de planos e ser candidato a qualquer coisa. E todos - na política - já sabem do “temperamento” de Almeida. Todos possuem a ciência do quão imprevisível pode ser o prefeito com algum poder de decisão nas mãos. 
 
A dificuldade de Cícero Almeida é justamente tentar construir fora do mandato aquilo que teve oito anos para fazer: um grupo político que garantisse “vida” fora da Prefeitura Municipal de Maceió. O chefe do Executivo - nos últimos anos de gestão - trocou de partido pelo menos duas vezes, justamente por não conseguir se firmar como “cacique” no cenário político alagoano. 
 
Foi obrigado a se retirar do PEN - inclusive - para participar de um projeto político que não vingou, que foi a “quase candidatura” do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) à Prefeitura Municipal de Maceió. Acabou no PSD - de onde sai agora - mas, quem apita por lá é o deputado federal João Lyra (PSD). 
 
Na conversa com Quintella, o deputado federal do PR foi franco ao afirmar - com outras palavras - que o ex-prefeito é bem recebido no jogo, mas que não abre mão do apito. Lógico! Quem abre?
 
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