Como já noticiado pelo CadaMinuto, a partir de agora, os senhores deputados estaduais de Alagoas deverão informar como estão gastando as verbas de gabinete.

Bem, levando-se em conta o tempo em que o presidente Fernando Toledo (PSDB) está sentado na cadeira de chefe do Poder Legislativo e que as verbas de gabinete são dinheiro do contribuinte para sustentar a atividade parlamentar, causa estranheza o “a partir de agora!”.

É de se perguntar: nada regulava ou fiscalizava esse gasto antes do decreto?

Quer dizer que antes, nunca se quis saber de prestação de contas? É isso? Com a palavra a própria Assembleia Legislativa e - de quebra! - o Tribunal de Contas do Estado de Alagoas. Mas, vamos em frente...

A medida de Fernando Toledo - coincidentemente ou não! - surge logo depois que foi afrontado pelo ex-presidente da Casa de Tavares Bastos, Antônio Albuquerque (PTdoB) alegando a “falência do Legislativo”. A falência deve ser moral, pois a financeira...E se moral for já se arrasta...

A resolução de Toledo é tardia por demais; e como nada é coincidência na Assembleia Legislativa, fica claro que as novas diretrizes ao emprego dos R$ 40 mil que cada deputado tem direito mensalmente soa como uma resposta à “falência do Poder Legislativo”.

Agora, o deputado tem por decreto no que pode e no que não pode gastar a “simbólica” verba para indenizar o suor de seu rosto. Fica vedado o gasto com propaganda eleitoral de qualquer espécie (isso era para ser o óbvio ululante!). Por fim, a Casa de Tavares Bastos surpreende por traçar regras para o óbvio, tardiamente. Mas, não deixa de ser avanço. Se isto já não era feito antes, é porque mostra o zelo dos nossos deputados com o dinheiro que é público.

No mais, não que tenha alguma coisa a ver, mas o Discovery Channel poderia fazer um estudo especial sobre o apetite das lagartas...mas isso é outro assunto, (ou não!)  

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