O nome da cidade onde jogará o Atlético-MG não poderia ser mais propício para a ocasião. Atuando em La Paz, capital da Bolívia, contra o Strongest, na quarta-feira que vem, a delegação do Galo chegou ao município na noite do último sábado e não deverá temer nenhum tipo de represália por conta da tragédia de Oruro, ainda mais tendo Ronaldinho presente na delegação.
O astro do futebol mundial pode ser considerado um escudo para que o ambiente seja tranquilo. Isso porque os bolivianos não são diferentes quando o assunto é ver de perto um verdadeiro ícone do esporte e deverão promover um assédio ainda maior do que foi encontrado na Argentina, quando o Atlético visitou o Arsenal de Sarandí.
A diretoria do Galo, inclusive, até se antecipou para ser o primeiro time brasileiro a voltar ao país vizinho, depois da morte de Kevin Espada, ao promover um jantar entre as diretorias dos dois clubes.
- Iremos sem medo de nada. Vimos o pessoal do Strongest reverenciando o Ronaldinho, com troca de camisas. Não tem problema nenhum e vamos lá para jogar. O que aconteceu (tragédia de Oruro) faz parte do passado - disse o treinador, que lembrou da receptividade que o Galo deu ao seu adversário próximo e o da última quinta-feira, no Brasil:
- Recebemos a delegação do Strongest, jantar de confraternização. O jovem presidente ficou contente com a receptividade que teve e comentou que a equipe do Atlético é humilde, apesar de ter jogadores que já ganharam tudo tudo - completou o técnico alvinegro.
Com a morte do torcedor do San José, causado por um sinalizador atirado por corinthians, o clima entre bolivianos e brasileiros ficou tenso na ocasião, com jogadores do Timão sendo chamados de assassinos e profissionais da imprensa sendo hostilizados.
