As primeiras tentativas resultaram em frustração. Poucas pessoas compareceram para erguer as bandeiras que pedem a saída do senador Renan Calheiros (PMDB/AL) da presidência do Senado Federal. Agora, a tentativa de um novo protesto contra o peemedebista nasce neste sábado.

Claro que a pequena quantidade de manifestantes (pequena mesmo!) não significa ou legitima uma conduta ilibada de Renan Calheiros. Longe disso. Os fatos depõem contra Calheiros por si só e cobram do presidente do Senado Federal explicações detalhadas que nunca apareceram.

E não se trata aqui de fatos antigos, mas dos novos, como - por exemplo - a questão dos pagamentos dos advogados, da manutenção da sede do PMDB em Alagoas, dentre outros. O passado de Renan Calheiros só soma mais problemas a estes. Se vai 1 ou 1 milhão para o ato, os fatos são os mesmos.

Por outro lado, também não se pode prejulgar Renan Calheiros, obviamente. Mas, como figura pública, cobrar satisfações, sim! Tanto que o próprio Calheiros - diferente de alguns de seus assessores ‘mais realistas que o rei’ - enxergam nestas manifestações componentes democráticos e legítimos.

Renan Calheiros pode ser inocente diante de tudo que aparece como denúncias e acusações? Pode! Mas, como ele é figura pública, e não é um mito!, tem sim que ser questionado. Até para demonstrar sua própria inocência enquanto homem público. Até agora, nada! Conta com uma tropa de choque para isto!

Mas, vamos ao fato de hoje: os manifestantes se organizam - mais uma vez - pela internet para o 3º ato (sim, eles contabilizam os outros dois!) “Renan de novo não - vergonha nacional (sic)”. A concentração - conforme um dos organizadores - será às 16 horas no Posto Sete. O pedido do grupo é: “vamos sair de nossas zonas de conforto e fazer uma forcinha (sic)”.

Em um destes atos, foram contabilizadas 15 pessoas. Foi o suficiente para os discursos contra o grupo ganhar força em alguns setores da imprensa. E o objetivo não era atacar o pequeno número de manifestantes, mas mostrar que a maioria está ao lado de Renan Calheiros, pois não vai lá reclamar.

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