Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher - 08 de Março – o Movimento de Mulheres com Deficiência de Alagoas “Mulheres que Voam Alto” fará uma mobilização, neste domingo (10), para reflexão da não violência contra as mulheres.
A violência contra as mulheres é sofrida em todas as fases da vida. Muitas vezes ela se inicia ainda na infância, não escolhe raça, cor, condição social ou idade. É preciso parar o aumento de casos de violência contra a mulher. A caminhada e panfletagem, que acontecerá na orla de Maceió, tem o intuito de conscientizar e alertar sobre esse mal.
As mulheres com deficiência correm muito mais riscos de serem vítimas da violência doméstica. Os maus-tratos e abusos são maiores, e mais graves, pois mulheres e meninas com deficiência se colocam em situação de dupla vulnerabilidade, por serem mulheres e por terem deficiência, duas condições que as colocam em risco.
O movimento de mulheres com deficiência de Alagoas “Mulheres que Voam Alto” tem como objetivo lutar pelo fim da violência doméstica, responsável por um grande número de deficiências que acomete as mulheres. Segundo a parlamentar Rosinha da Adefal, uma apoiadora do movimento, “a ideia do grupo é atuar em algumas frentes de debate como: a luta pela igualdade de gênero e de raça; pela inclusão e permanência no mercado de trabalho; pela defesa do direito integral a saúde, a sexualidade, à escolha amorosa, ao planejamento familiar e à reprodução, como direitos humanos.
Luta, ainda, pelo acesso pleno à educação, à cultura, ao desporto, ao lazer, entre outros.”, afirma.
O grupo espera crescer cada vez mais, "queremos realizar encontros cada vez maiores, onde possam participar mulheres de todo o estado, e quem sabe no futuro, realizar um encontro nacional, onde poderemos trazer mulheres de outras capitais para trocarmos experiências", conta Rosinha.
Para isso o movimento promove debates e palestras, participa de forma efetiva dos fóruns de discussão e conselhos, além de participar da construção e fiscalização das políticas públicas relativas à mulher com deficiência.
Porque esse nome?
O nome "Mulheres que Voam Alto” se inspirou na história de vida da americana Jessica Cox, que, apesar de ter nascido sem os braços, devido a uma doença congênita, não deixou a vida passar.
Ela é piloto de aviões, psicóloga, toca piano, dirige automóveis, cozinha, coloca as lentes de contato, seca seus cabelos, aprendeu a maquiar-se, envia mensagens de texto, usando apenas os pés. Desde pequena praticou ginástica, dança, sapateado, canto, tae kwon-do (é faixa preta) e natação.
"Ao conhecer a história da Jessica foi impossível não associar o seu nome ao movimento, pois ela nos ensina a sonhar e a realizar nossos sonhos através da luta, da força de vontade e da coragem", comenta Rosinha.
acesse>twitter@Bsoutomaior
