por Vanessa Siqueira e Paulo Chancey Junior (colaborador)

Começou com surpresa o julgamento do assassinato do professor Denilson Leite da Silva, morto em 2011. Os principais acusados do crime, sentados no banco dos réus, eram John Herbert Rocha de Lima, de 21 anos, e Ailton Batista dos Santos Júnior, 20 anos, mas, quem assumiu o crime foi o menor de idade, W.S, 17 anos, que afirmou ter um caso amoroso com a vítima.

O menor, que na época do crime tinha apenas 15 anos, foi questionado pela acusação, o promotor Flávio Gomes da Costa e assumiu o crime, afirmando ter um relacionamento com o professor. O crime teria sido motivado por uma discussão, que começou num bar no bairro de Cruz das Almas, onde bebiam os dois e mais um amigo, Ediel. Ele, que ainda está foragido e é acusado de participação no crime, teria seguido até o apartamento da vítima, que foi apunhalada.

Questionado por dois membros do conselho de sentença, qual o motivo para crime tão bárbaro, o menor afirmou que não queria mais o relacionamento com o professor, que queria manter a qualquer custo.

A cena do crime foi narrada desde o bar, quando uma faca do estabelecimento foi levada e usada no crime. Segundo W.S, Ediel foi quem apunhalou o professor três vezes e ele deu o último golpe, para certificar que a vítima viria a óbito.

Segundo o menor, após o crime, junto com Ediel, ligaram para dois amigos, John Hebert e Ailton Batista, para confirmar o assassinato e pedir ajuda para se livrarem do corpo, que foi levado no carro do próprio professor, até Fernão Velho, no Sítio Goiabeira. Em seguida, eles estiveram num posto de combustíveis no Benedito Bentes, onde comprarem gasolina e incendiaram o veículo.

Suspeitando do menor, que assumiu o crime, o juiz Maurício Brêda questionou se o jovem tinha certeza do que falava e perguntou se ele havia recebido algum tipo de benefício para assumir a culpa, enquanto o menor afirmou que apenas ele e o foragido Ediel tiveram culpa no crime.

W.S ainda negou a informação passada pelos réus, de que teria se envolvido em um atrito com o professor porque que estaria interessado em extorquir R$ 5 mil da vítima, afirmando que o único problema entre os dois era por conta do relacionamento que mantinham.

O menor, que já cumpriu 1 ano e 7 meses de recuperação social, pode continuar em liberdade e ainda tenta inocentar os réus, que estão presos no sistema prisional e podem ser enquadrados apenas no crime de ocultação de cadáver.

Porém, a acusação afirma ter uma testemunha, que ainda irá ser ouvida, que pode contrariar o depoimento do menor, afirmando ter visto os quatro acusados de envolvimento do crime bebendo com o professor, no dia do crime.