O atacante Luís Fabiano deixou o Estádio do Pacaembu na noite desta quinta-feira contrariado com os adversários do Arsenal de Sarandí e com o árbitro colombiano Wilmar Roldán. Expulso com o jogo já encerrado no empate por 1 a 1, pela terceira rodada do Grupo 3 da Copa Libertadores da América, o camisa 9 tricolor acusou os jogadores do time argentino de ofensas raciais e o juiz de intimidação.

“Tem vídeos, tem algo gravado, vocês podem ver. Os argentinos me chamaram de macaquito”, disse Luís Fabiano, em zona mista, já deixando os vestiários do Pacaembu - o São Paulo cumpriu punição imposta pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) pela confusão com o Tigre, na final da Copa Sul-Americana, e não pôde mandar a partida no Morumbi.  

Luís Fabiano recebeu o cartão vermelho de Roldán com o jogo já encerrado, enquanto conversava (aparentemente de maneira tranquila) com o árbitro - ele questionava o pouco tempo de acréscimo no segundo tempo. Para o atacante, porém, a expulsão não foi tão surpreendente assim. "Ele estava me intimidando e disse que ia me tirar do jogo", completou.

O técnico Ney Franco, questionado sobre as acusaões de Luís Fabiano, disse desconhecer o tema. "Meu contato com o Luís Fabiano no vestiário foi muito rápido. Nós só nos juntamos ali para passar a programação de amanhã, não houve nenhum questionamento. Em nenhum momento ele citou algo a respeito de racismo", disse o treinador.

Luís Fabiano desfalcará o São Paulo na partida da próxima quinta-feira, em Buenos Aires, novamente contra o Arsenal. Com o empate por 1 a 1 desta quinta, o time tricolor chegou a quatro pontos ganhos, em nove possíveis no Grupo 3. A chave é liderada pelo Atlético-MG.