Os presidentes dos países que integram o Mercosul expressaram nesta quarta-feira em comunicado seu "profundo pesar" pela morte de Hugo Chávez e consideraram que o falecido líder venezuelano ficará "na memória coletiva da América Latina" por seu trabalho na construção da integração regional.
A presidente Dilma Rousseff; Cristina Kirchner, da Argentina; e José Mujica, do Uruguai, destacaram em um documento em nome do Mercosul a figura de Chávez e sua capacidade para interpelar "a consciência dos povos do continente" e para que estes se assumissem "como atores de seu próprio destino na busca de sua liberdade".
A nota, divulgada pela chancelaria uruguaia, não incluía a assinatura de nenhum representante do Paraguai, membro do Mercosul assim como a Venezuela, mas que está suspenso devido à cassação do ex-presidente Fernando Lugo no ano passado, considerada como um golpe de Estado pelos demais países do bloco.
"Hugo Chávez impulsionou a entrada da República Bolivariana da Venezuela como membro pleno do Mercosul, processo que culminou com sucesso no ano passado, constituindo uma das principais conquistas na história do bloco e dando mostra da renovada vontade política imperante na região", lembraram os presidentes.
Dilma, Cristina e Mujuca ressaltaram que "a melhor homenagem que poderão prestar a Chávez, que faleceu ontem em Caracas por causa do câncer que padecia há dois anos, é "preservar seu legado, militância e compromisso com o avanço do projeto integracionista regional".
Além disso, também consideraram que Chávez foi responsável por liderar "o povo venezuelano" no caminho "de suas reivindicações e da recuperação de sua dignidade", "um exemplo para todos os países da região".









