O vereador Galba Neto (PMDB) tenta articular - na Casa de Mário Guimarães - a aprovação de um decreto que acabe com o pagamento da verba de auxílio enxoval, que é pago aos edis da Câmara Municipal de Maceió para a compra de vestimentas. Galba Neto cita como comparação a medida que acabou com 14º e 15º salários no Congresso Nacional.

Para Galba Neto, a verba que é paga aos edis é uma “imoralidade”. O detalhe é que na Mesa Diretora passada a verba foi alvo de discussão, mas se manteve. Há um debate sobre os caminhos a serem adotados para acabar com tal recurso que acaba no bolso dos edis.

De acordo com a vereadora Heloísa Helena (PSOL), a medida tem que ser feita por decisão da Mesa Diretora e não por um vereador por conta de ser decreto específico. “Foi por isto que em relação à questão das verbas eu fui para o Ministério Público Estadual para que se assinasse um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), pois quando eu cheguei aqui os vereadores saiam da Casa com R$ 27 mil no bolso”, frisou.

Heloísa Helena ainda ironizou: “além de ir no Ministério Público devia ter articulado para os pobres terem roubado os vereadores que seria distribuição de renda”. Galba Neto acredita que o projeto pode ser apresentado de forma individual e salientou que os edis já possuem regalias demais. “A verba para compra de vestimenta não se justifica”, frisou.

“Apresentarei à Mesa o projeto”. Para a psolista se ele conseguir por este caminho terá o seu voto. “Eu sei da importância desta medida e esse pagamento não é cabido. No meu caso, não se trata apenas de discurso”, colocou Heloísa Helena, lembrando que não faz uso do recurso.

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