As trocas de farpas entre o governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB) e o senador Fernando Collor de Mello (PTB) - cuja motivação são as eleições de 2014 - começam a se tornar folclore da política alagoana. A lei da ação e reação a todo instante. Um bate; outro defende. E vice-versa.

As motivações dos discursos fazem com que estes percam a consistência a cada fala proferida. Seja de um lado; seja do outro. Agora, foi a vez de Teotonio Vilela Filho rebater o grupo de comunicação de Fernando Collor de Mello. O tucano enxerga ataques direto a ele em algumas matérias. Foi - inclusive - específico ao citar a Gazeta de Alagoas.

Vilela lança um desafio ao senador Fernando Collor: “apresentar as obras e as ações que ele fez quando governador do Estado e presidente da República”. O tucano ainda complementa: “eu só quero que ele mostre, do que fez em Alagoas, 10% do que eu já fiz. Só 10%. Apenas 10%”.

Será que esta vai ser a pauta do debate até 2014? Vilela acusa Collor de querer criar uma “intriga” entre o atual governo estadual e a presidenta Dilma Rousseff (PT). Tudo isto porque Teotonio Vilela Filho tem bom trânsito com Dilma e com o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. Por sinal, um tucano quase petista de tão amigo da “turma”.

“Fui surpreendido hoje com o jornal de Collor afirmando que eu comparei o Bolsa-família a esmolas. Não é verdade. Nunca fiz esta comparação. Ao contrário, eu tenho dito em minhas entrevistas e discursos que não há retirantes da seca exatamente porque existe o Bolsa-Família. No governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), fui eu quem trouxe para Alagoas - para São José da Tapera - o lançamento nacional do Bolsa-alimentação. O Bolsa-família é hoje um programa aperfeiçoado do Bolsa-alimentação e do bolsa-escola, ambos defendidos por mim no Senado da República”, colocou Vilela.

Para Vilela, a suposta distorção de seu discurso tem endereço certo: levar tais palavras ao Palácio da República. “Collor, como já disse, é bom de gogó. Diferente dele, eu reconheço os méritos do meu adversário. O Bolsa-família tem sido componente fundamental para o enfrentamento à miséria no Brasil. Ao contrário de tentar me intrigar com as famílias do Bolsa-família e com a presidenta Dilma, deveria era responder o meu desafio”, complementou o governador.

Eis uma briga que ainda deve render muita pauta. O problema é o que estes discursos trazem de novo para o alagoano além do nível que cada vez desce um degrau. A agenda das discussões políticas poderiam - e devem! - ter outro norte em Alagoas. Afinal, o Estado precisa encontrar soluções para diversos problemas, como a questão da segurança pública. Tais soluções não nascerão por mágica, nem pelo gasto excessivo com saliva que não se traduz em trabalho: seja de um lado; seja do outro.  

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