Em Santana do Ipanema, quando da instalação do governo Teotonio Vilela durante uma semana, entre a segunda-feira, 25 de fevereiro e sexta-feira, 1º de março, o prefeito Mário Silva (PV) não fez cerimônia nas suas críticas.
Na presença de vários deputados estaduais, entre eles Isnaldo Bulhões Júnior(PDT), Jeferson Morais(DEM), João Beltrão(PRTB), Ricardo Nezinho(PMDB), Val Gaia(PSDB) e Fernando Toledo(PSDB), o prefeito de Santana disse em alto e bom som que "saberei ser grato a Fernando Toledo [presidente da Assembleia Legislativa], o único que acreditou que este professor poderia chegar a ser prefeito de Santana do Ipanema, portanto, em 2014 estarei de portas abertas para trabalhar por ele [Toledo]”.
Mário Silva disse ainda que como professor sempre gostou de está na sala de aula. “Agora como prefeito, eu fico agoniado quando estou no gabinete e por isso passo pouco tempo lá. O restante do meu tempo é visitando as comunidades e sentindo as dificuldades dos sertanejos”, completou o prefeito.
Ele disse ainda que seu primeiro ato na prefeitura foi vender o possante carro Toyota Hilux WS4 e passou a usar um Fiat Uno. O dinheiro que sobrou da venda do carro foi utilizado para complementar a folha de pagamento da prefeitura, que segundo Mário Silva, andava atrasada. “O Uno sem vidro elétrico serve muito bem a mim como prefeito de uma cidade sofrida e dessa forma não poderia passar assim ostentação aos meus conterrâneos”, frisou.
Mário Silva disse ainda que o recado serve também para o deputado federal Givaldo Carimbão(PSB) que não acreditou na sua candidatura a prefeito apoiando a do ex-deputado Marcos Ferreira (PSDB). “O governador tucano Teotonio Vilela passou dois meses para atender a um pedido meu para ceder uma máquina para abrir barragens. Espero que depois dessa visita, ele se recupere e nos ajude a tirar um pouco o sertanejo de Santana do sofrimento”, concluiu o prefeito.
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